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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Megalomania indie: Dark Night of the Soul


Quando o Pitchfork anunciou o projeto de Danger Mouse (metade magra do Gnarls Barkley e produtor de um monte) com Mark Linkous do Sparklehorse, fiquei esperando o dia em que Dangerhorse/Sparklemouse fosse vazar - esse dia é hoje!
Dark Night of the Soul foi o nome dado ao projeto, que tem colaborações de Julian Casablancas, Flaming Lips, Iggy Pop, Nina Persson, Black Francis, Jason Lytle (Grandaddy), James Mercer (The Shins), Vic Chesnutt e Suzanne Vega. E David Lynch!
E se você, assim como eu, ficou pensando que tipo de contribuição o David Lynch daria num disco - bem, eu também não sei, mas na verdade Dark Night of the Soul é muito mais que um disco. Um livro com cem fotos feitas por David Lynch também vai ser lançado, junto com uma exposição no dia 30 de maio - talvez a única maneira de reunir todo mundo.
O disco, que está na internet para streaming (e já foi ripado) no blog Chrysalis Music, vai ser lançado oficialmente no verão americano (daqui a pouco).
Imagine se estivessem conseguido também a participação de Stephen Malkmus e Cat Power, como Linkous queria?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Indie sueco


O mundo (da música) descobriu a Suécia com o Abba, e depois disso a terrinha nórdica não parou de produzir o que chamo de melhor pop do mundo. Abaixo você entende o porquê, no pequeno guia de indie sueco do Indieoteca.

Peter Bjorn and John
A banda do hit mais (literalmente) assobiável do mundo prova que pop é com a Suécia mesmo. Mas eles mesmos brincam com a iminência do "one hit wonder", como no clipe de "Hey Shut the Fuck Up Boy". Além da divulgação diferenciada que eles vêm fazendo das últimas músicas, a banda mostra que está muito além do pop assobiável - não só estilisticamente como na capacidade de criar mais hits.




Jens Lekman
O João Leigo é responsável por uma das melhores canções de amor já feitas. "Maple Leaves" é também um ótimo exemplo das lindas composições deste sueco e das letras bonitas e com jogos de palavras, que surpreendem pela criatividade e por serem feitos por um não-falante nato da língua inglesa. Com suas músicas às vezes depressivas, às vezes românticas e outras divertidas - com direito a miados de gato, risadas e gravações aparentemente feitas num bar ou festa - Lekman conquistou, merecidamente, os indies do mundo. No vídeo, ele toca "Black Cab" no Black Cab Sessions.




Those Dancing Days
Uma mentira acabou divulgando o Those Dancing Days ao redor do mundo. Quem foi conferir a oferta do beijo no eBay (leia-se: a vocalista Linnea) acabou ficando para conferir também o som da banda. Com carisma e simplicidade elas fazem um pop redondo e viciante, resultado da combinação meninas + indie + pista de dança. A bateria e os teclados conduzem as músicas, coroadas pela boa voz de Linnea. O clima de diversão presente nos clipes e os rostinhos bonitos são bônus.




I'm from Barcelona
A banda de 29 integrantes que não é de Barcelona conquistou o mundo em 2006, com suas letras singelas e um pop doce (mas nem tanto) e divertido que por vezes remete ao também super-grupo The Polyphonic Spree. O último disco, lançado em 2008, passou um pouco batido, mas "Who Killed Harry Houdini?" tem a mesma qualidade que divulgou o grupo em "Let me Introduce My Friends". Que bom que a música ainda não matou o I'm From Barcelona.




Suburban Kids with Biblical Names
A dupla Johan Hedberg e Peter Gunnarson tirou o nome da banda da música "People", do Silver Jews, mas não deixam de ter nomes bíblicos. A banda já foi atração do Invasão Sueca em 2007, dois anos após lançarem o primeiro CD cheio na Suécia, o #3 (#1 e #2 são os nomes dos dois primeiros EPs). Em "Loop duplicates my heart" eles contam sobre o processo de composição, e em "Rent a wreck", contam os planos de tranformar todas as pistas de dança em infernos flamejantes de Ba-ba-ba. O EP #4 vai ser lançado em 2009 e já pode ser baixado na internet.




The Cardigans
O Cardigans é o exemplar menos indie da vocação sueca para o pop, já que alcançou o mainstream após o super hit "Lovefool". Passado o hype, o público que ainda acompanha a banda seja mais indie do que pop. Este ano a vocalista Nina Persson lançará o segundo CD de seu projeto solo chamado A Camp, cheio de participações de peso.