quinta-feira, 5 de março de 2009

Fim do Tim ou A crise afeta até os indies

A operadora Tim não irá mais patrocinar o Tim Festival, um dos principais festivais de música do país. A empresa pretende investir em outras ações de marketing. A Duetto, produtora do festival que já se chamou Free Jazz, diz que irá procurar outro patrocinador.

O fim do Tim vinha sendo profetizado pelo Lúcio Ribeiro desde o ano passado, quando o festival mostrava sinais de decadência, mas a "descontinuidade" do patrocínio parece mais um dos efeitos da tal crise. Agora o Planeta Terra sobe de vez no posto de principal evento de música pop do país.

(texto publicado originalmente no Plantão do Pílula Pop)

4 comentários:

Luciano Bitencourt disse...

Olha, foi o que eu disse no Meio Desligado, pra quem tem eventos, ou picos, como o Goiânia Noise (GO) e o StudioSP (SP), entre tantos outros, não chega a ser o fim do mundo. Faz falta, mas uma parada bem organizada por esta nova geração tampa o buraco.

Taís Oliveira disse...

mas nenhum dos dois traz tanta banda gringa e ao mesmo tempo igual o tim!
fora que são poucos q tem dinheiro pra trazer certas bandas... o strokes nunca tocaria no studiosp.
acho que são coisas bem diferentes.

Luciano Bitencourt disse...

O Strokes não, mas o Little Joy e o Peter, Bjorn and John tocam...
Taís, tenho certa ojeriza de mega eventos. O falecido Lux Interior (Cramps) mesmo era um cara que lotava estádios, mas que curtia pôr o Cramps era no palco de um pub sem-vergonha. Prefiro mil vezes ver o Man or Astroman? no Bananada (um dos mais lokos que já fui) a assisti-los pelo telão no meio de uma multidão de pessoas. A energia é outra. Além do mais, o Tom Zé tem uma sábia reflexão que cabe para o fim do TimFestival: "na vida quem perde o telhado, em troca recebe as estrelas".

Taís Oliveira disse...

com certeza o show em palcos menores é bem melhor, e até shows de bandas que não são mega (ou nada) famosas são ótimos!
acho q a vantagem desses grandes eventos não é a grandeza, nem o palco, nem nada, mas o dinheiro mesmo, pra trazer bandas que cobram cachê alto (strokes é mais caro q little joy, etc).
amaria ver o trail of dead tocando no matriz, como também gostei de ver o sonic youth e o flaming lips no claro q é rock...
sem o tim eu tenho menos chances de ver o broken social scene, por exemplo.
mas entendo o q vc quer dizer, luciano. ainda tem muita coisa boa por aí!