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segunda-feira, 19 de abril de 2010
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Sem ovo, por favor
Primeiro post do ano é o clipe novo do amado/odiado Animal Collective (tinha que ser Brothersport, né), que me fez desistir de comer ovo hoje. Como é sempre recomendado com os clipes da banda, assiste em tela inteira. Vi no Tico-Tico no Fubap.
Aguardo as impressões nos comentários.
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Melhores clipes de 2009
Estou criando uma tradição agora: lista de filmes e disco no Pílula, e de clipes aqui - in no particular order, como ano passado, mas com mais de 10 vídeos.
Acho que 2009 pode ser dividido entre os clipes psicodélicos/surreais/com efeitos doidões e os clipes "feel good", que mostram a banda, pessoas, e aquele climinha gostoso. Adoro clipe assim.
"Heaven can wait" - Charlotte Gainsbourg e Beck (a outra versão é melhor, mas não dá pra embedar)
"No You Girls" - Franz Ferdinand
"Lust for life" - Girls (tem também a versão NSFW)
"My Girls" - Animal Collective
"Two Weeks" - Grizzly Bear
"Bad Romance" - Lady Gaga
"Shine Yellow" - Mallu Magalhães
"My Favourite Way" - Black Drawing Chalks
"King Rat" - Modest Mouse
"The Auction" - Holger
"Microphone" - Coconut Records
"Cousins" - Vampire Weekend
"Periodically Double or Triple" - Yo La Tengo
"Over it" - Dinosaur Jr.
"French Navy" - Camera Obscura
"Um olho no fósforo, outro na fagulha" - Pata de Elefante
Acho que 2009 pode ser dividido entre os clipes psicodélicos/surreais/com efeitos doidões e os clipes "feel good", que mostram a banda, pessoas, e aquele climinha gostoso. Adoro clipe assim.
"Heaven can wait" - Charlotte Gainsbourg e Beck (a outra versão é melhor, mas não dá pra embedar)
Charlotte Gainsbourg - Heaven Can Wait from Charlotte Gainsbourg on Vimeo.
"No You Girls" - Franz Ferdinand
"Lust for life" - Girls (tem também a versão NSFW)
"My Girls" - Animal Collective
"Two Weeks" - Grizzly Bear
"Bad Romance" - Lady Gaga
"Shine Yellow" - Mallu Magalhães
"My Favourite Way" - Black Drawing Chalks
"King Rat" - Modest Mouse
"The Auction" - Holger
"Microphone" - Coconut Records
"Cousins" - Vampire Weekend
"Periodically Double or Triple" - Yo La Tengo
"Over it" - Dinosaur Jr.
"French Navy" - Camera Obscura
"Um olho no fósforo, outro na fagulha" - Pata de Elefante
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Todos os remixes do Phoenix
Todos é um óbvio exagero, né?
O ótimo Wolfgang Amadeus Phoenix ganhou tantos remixes que a banda decidiu lançar um disco com alguns deles. Entre as 15 músicas de Wolfgang Amadeus Phoenix (Remix Collection) estão uma versão do Passion Pit para '1901', do Friendly Fires para 'Fences', além das ótimas 'Rome' por Devendra Banhart e 'Love Like a Sunset' que ganhou até vocais do Animal Collective. Esta você ouve abaixo e a do Devendra pode ouvir no blog da banda, porque eu ainda não sei mexer direito nesses players :P.
UPDATE: não sei mexer MESMO nesses players. Vai aqui pra ouvir a versão AC.
O disco será lançado digitalmente no dia 13 de outubro. Além de remix, o Phoenix já ganhou também esse ótimo mashup de Lisztomania com filmes dos anos 80.
O ótimo Wolfgang Amadeus Phoenix ganhou tantos remixes que a banda decidiu lançar um disco com alguns deles. Entre as 15 músicas de Wolfgang Amadeus Phoenix (Remix Collection) estão uma versão do Passion Pit para '1901', do Friendly Fires para 'Fences', além das ótimas 'Rome' por Devendra Banhart e 'Love Like a Sunset' que ganhou até vocais do Animal Collective. Esta você ouve abaixo e a do Devendra pode ouvir no blog da banda, porque eu ainda não sei mexer direito nesses players :P.
UPDATE: não sei mexer MESMO nesses players. Vai aqui pra ouvir a versão AC.
O disco será lançado digitalmente no dia 13 de outubro. Além de remix, o Phoenix já ganhou também esse ótimo mashup de Lisztomania com filmes dos anos 80.
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quinta-feira, 12 de março de 2009
Velhinhos odeiam Animal Collective
O que não é tão difícil de imaginar. Mas é bem legal ver a cara desses três velhinhos enquanto escutam "My Girls".
A idéia desse programa, Breakfast at Sulimay's, é bem bacana: eles colocam três vovôs para resenhar músicas contemporâneas. Aqui dá para ver os outros episódios, tem Danielson, Kings of Leon, Cold War Kids, Ting Tings...
A idéia desse programa, Breakfast at Sulimay's, é bem bacana: eles colocam três vovôs para resenhar músicas contemporâneas. Aqui dá para ver os outros episódios, tem Danielson, Kings of Leon, Cold War Kids, Ting Tings...
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Curtas
Bacana a história que o Paulo Terron resgatou sobre o Bowie e as várias versões de "My Way". Ou "Comme d'habitude". Ou "life on Mars?". A imagem também é do With Lasers.O novo disco do Animal Collective, Merriweather Post Pavilion, tentou, tentou, e depois de muito esforço e censura conseguiu vazar, inteiro, na internet. É aquele da capa com ilusão de ótica.
Não vou comentar sobre a reedição especial super luxo do Ten. Nem do Brighten the Corners. Não que não merecesse... Por outro lado, arrependi de não ter comentado sobre o EP da Cat Power, Dark End of the Street, na época do lançamento.
Não queria fazer aquele post para dizer que estou em recesso de fim de ano, mas está difícil de postar no fim de ano. Com sorte, janeiro vai ser um mês movimentado por aqui.
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quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Curtas
Retirada daqui.O YouTube está em widescreen, já viu?
Este texto fez com que a raiva de perder o show do Animal Collective voltasse. Tem algumas coisas que eu não concordo, mas os dois primeiros parágrafos são perfeitos.
Entrevista fofa com o Amarante.
Defendi meu TCC (com louvor, ui!) na terça e agora sou oficialmente jornalista! Eba! Mesmo assim, tenho vários trabalhos da outra faculdade, e ainda está bem difícil de postar. Semana que vem tudo melhora, prometo.
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Cobertura mal-humorada do Planeta Terra
O tão aclamado festival Planeta Terra, que salvaria o ano após o mal falado Tim Festival (que, a propósito, eu gostaria de ter ido), não havia chamado minha atenção pela escalação, mas como o Indieoteca e o A festa nunca termina eram blogs embaixadores do festival, fui conferir.
O mau humor começa quando, após dois metrôs e um trem, chego atrasada, e da fila já consigo ouvir "Fireworks", do Animal Collective (processo, claro, que demorou um tempo, já que parecia que tinha uma escola de samba tocando lá dentro). Como disse aqui, a banda era a que eu mais queria ver, talvez a única.
Correr igual uma idiota não adiantou, cheguei na parte dos shows, em frente ao Main Stage, na hora em que a Sabrina começava a anunciar o The Jesus and Mary Chain. Nunca odiei tanto a banda como nessa hora. Enquanto todos corriam para perto do palco, eu saía de lá, em vão. Mas quando o JAMC começou a tocar "Head On", a segunda música, o mau humor foi embora e fui ser feliz no meio do povo. Uma mensagem de celular (de BH) me adiantou o que confirmei a seguir: o show do Animal Collective não foi bom. Nessa hora, qualquer direção que eu olhasse tinha alguém de Belo Horizonte. Até a metade, o show dos escoceses era só motivo de felicidade, mas concluí que o que estava vendo era uma foto, e dela saía músicas ao vivo. Músicas muito bem executadas, por sinal; impecáveis. Mas no quesito emoção, a banda ficou devendo muito.
Do Foals peguei apenas as duas últimas músicas, bem de longe. Não sabia que o show estava no fim, e acabou enquanto eu ainda estava na fila do caixa (quem disse que não tinham filas?) e tinha esperança de conferir o show de perto. Não que a banda seja imperdível, mas o show parecia ser ótimo, cheio de energia, bem o contrário do que rolava no Main Stage.
Hora do Offspring é hora de ir ao banheiro. Seria até legal ouvir alguns hits antigos, mas sinceramente não estava nem lembrando deles. A estrutura dos banheiros era ótima, não tinha fila, as folhas de eucalipto davam um cheiro agradável - e sobre essas folhas, é bom falar que isso não é nenhuma novidade. Se não me engano tinha no Claro q é Rock, o melhor festival que já existiu no Brasil, que além de super organizado teve um line-up de chorar.
Fui praticamente arrastada para a frente do palco do Indie Stage antes do Spoon, e agradeço por isso. Percebi que só consigo me entregar a um show quando estou lá na frente, perto da banda, podendo ver os integrantes. O show foi ótimo, para mim o melhor do festival. A banda tinha muitos fãs (incluindo Mallu Magalhães), o que deve ter sido um pouco surpreendente, ainda mais porque um dia antes eles tinham sido confundidos com o Kaiser Chiefs na porta do Milo Garage (adoro sujeito indeterminado). Lição para o próximo festival: observar fotos das bandas.
As músicas que conhecia foram ótimas ("I Turn My Camera On" e "Don't make me a target"), e as que não conhecia também, não eram aquelas que você se sente sobrando porque não sabe cantar como o resto das pessoas à sua volta, eram ótimas e empolgantes. No final, o vocalista Britt Daniels ficou arrastando a calça branca de gosto duvidoso no chão, e a banda saiu deixando no palco uma barulheira. Não posso deixar de falar do baterista, que faz coisas simples e muito legais. Acho que se o volume do teclado tivesse um pouco mais baixo, o som melhoraria, mas continua sendo o melhor show e o único do Indie Stage com o som perdoável, de onde eu vi.
Foi difícil sair do Indie Stage com as pessoas empurrando, loucas para ver o Breeders. Descobri as esteiras e a grama, e minhas pernas agradeceram. Quando cheguei no Bloc Party, Kele Okereke estava lembrando da nada agradável experiência anterior com o Brasil (o episódio playback no VMB), e prometendo compensar. Sabia que tinha perdido "Banquet", mas "Like eating glass" foi suficiente para animar e me lembrar dos velhos e bons tempos de Bloc Party. Ouvindo (e vendo) o resto do show, percebi que todas as músicas que não são do primeiro CD são horríveis. Nunca tinha prestado atenção nos dois últimos discos, mas parece que a banda não funciona assim. Se o show seria melhor se eles estivessem no Indie Stage eu não sei, mas que a banda está desandando, está.
Dessa vez correr igual retardada serviu para pegar metade de "Cannonball", a música mais óbvia do Breeders e a que eu mais queria ouvir. Lição nº 2: baixar mixtapes das bandas antes dos shows. Depois da alegria, parecia que não tinha lugar para mim naquele galpão lotado. Tinha me contentado em ficar no canto, vendo de longe, mas o som estava tão horrível e embolado que o mau humor falou mais alto e eu saí de lá sem rumo. Arrependo de não ter sido um pouco mais animada e persistente, pois pelos depoimentos, o Breeders parece ter sido um show ótimo, um dos melhores do festival.
O Kaiser Chiefs foi a trilha sonora para o meu tédio, enquanto esperava amigos para ir embora. Uma trilha sonora ruim, vale dizer. O que é "I predict a riot"? Parece duas músicas coladas em uma só, o refrão não se encaixa com os versos, fiquei achando que eles estavam fazendo um mash-up. É uma pena as músicas serem ruins, porque o show é muito bom. Fiquei com vontade de estar lá na frente, puxando a cueca vermelha (!) de Ricky Wilson com as outras pessoas. Acho que se eu estivesse lá, ia relevar as músicas e aproveitar o show. Para quem gosta, deve ter sido o show da vida.
Fomos para a saída desesperados, porque costumam ter poucos táxis, e a surpresa: não tinha nenhum! Parece que os taxistas nem estavam sabendo do evento. É algo para a produção observar, afinal, as pessoas precisam voltar para casa (ou hotel). Poderiam ter providenciado umas vans (sei que aconteceu algo do tipo, mas não foi muito divulgado), mesmo com um preço um pouco caro.
Talvez porque eu não tenha afeição especial por nenhuma banda, talvez porque eu estava mal-humorada, a questão é que achei o Planeta Terra bem mais ou menos. Morno. Se as bandas não eram mais ou menos, os shows eram. Claro que a organização está de parabéns, o local é ótimo, os ingressos eram baratos e davam acesso a todos os palcos, a divulgação muito interessante (não só pelos blogs e twitter, mas vídeos bacanas também). Eles souberam criam um hype da coisa toda. Mas o line-up não foi consistente. Sabendo que tem muita gente satisfeita (e feliz) com a escalação, considero o saldo positivo.
É bom ressaltar que o festival soube a dosagem certa de bandas do momento, bandas clássicas, bandas indie e bandas mainstream; sem apostar tudo no hype ou na nostalgia. Apostas para o próximo Planeta Terra? Eu sugiro Broken Social Scene. Acho que podemos esperar muita coisa para 2009.
Créditos: todas as fotos por Letícia Souki, exceto a do Kaiser Chiefs, retirada do Terra.
Obs.: O texto foi escrito em primeira pessoa e totalmente subjetivo porque acho que ajuda a entender a minha visão e opinião dos shows. Para outras coberturas mais objetivas, e/ou com shows que não assisti, ou apenas para mais coberturas, veja os outros blogs embaixadores do festival:
Correr igual uma idiota não adiantou, cheguei na parte dos shows, em frente ao Main Stage, na hora em que a Sabrina começava a anunciar o The Jesus and Mary Chain. Nunca odiei tanto a banda como nessa hora. Enquanto todos corriam para perto do palco, eu saía de lá, em vão. Mas quando o JAMC começou a tocar "Head On", a segunda música, o mau humor foi embora e fui ser feliz no meio do povo. Uma mensagem de celular (de BH) me adiantou o que confirmei a seguir: o show do Animal Collective não foi bom. Nessa hora, qualquer direção que eu olhasse tinha alguém de Belo Horizonte. Até a metade, o show dos escoceses era só motivo de felicidade, mas concluí que o que estava vendo era uma foto, e dela saía músicas ao vivo. Músicas muito bem executadas, por sinal; impecáveis. Mas no quesito emoção, a banda ficou devendo muito.
Do Foals peguei apenas as duas últimas músicas, bem de longe. Não sabia que o show estava no fim, e acabou enquanto eu ainda estava na fila do caixa (quem disse que não tinham filas?) e tinha esperança de conferir o show de perto. Não que a banda seja imperdível, mas o show parecia ser ótimo, cheio de energia, bem o contrário do que rolava no Main Stage.
Hora do Offspring é hora de ir ao banheiro. Seria até legal ouvir alguns hits antigos, mas sinceramente não estava nem lembrando deles. A estrutura dos banheiros era ótima, não tinha fila, as folhas de eucalipto davam um cheiro agradável - e sobre essas folhas, é bom falar que isso não é nenhuma novidade. Se não me engano tinha no Claro q é Rock, o melhor festival que já existiu no Brasil, que além de super organizado teve um line-up de chorar.
Fui praticamente arrastada para a frente do palco do Indie Stage antes do Spoon, e agradeço por isso. Percebi que só consigo me entregar a um show quando estou lá na frente, perto da banda, podendo ver os integrantes. O show foi ótimo, para mim o melhor do festival. A banda tinha muitos fãs (incluindo Mallu Magalhães), o que deve ter sido um pouco surpreendente, ainda mais porque um dia antes eles tinham sido confundidos com o Kaiser Chiefs na porta do Milo Garage (adoro sujeito indeterminado). Lição para o próximo festival: observar fotos das bandas.
As músicas que conhecia foram ótimas ("I Turn My Camera On" e "Don't make me a target"), e as que não conhecia também, não eram aquelas que você se sente sobrando porque não sabe cantar como o resto das pessoas à sua volta, eram ótimas e empolgantes. No final, o vocalista Britt Daniels ficou arrastando a calça branca de gosto duvidoso no chão, e a banda saiu deixando no palco uma barulheira. Não posso deixar de falar do baterista, que faz coisas simples e muito legais. Acho que se o volume do teclado tivesse um pouco mais baixo, o som melhoraria, mas continua sendo o melhor show e o único do Indie Stage com o som perdoável, de onde eu vi.
Foi difícil sair do Indie Stage com as pessoas empurrando, loucas para ver o Breeders. Descobri as esteiras e a grama, e minhas pernas agradeceram. Quando cheguei no Bloc Party, Kele Okereke estava lembrando da nada agradável experiência anterior com o Brasil (o episódio playback no VMB), e prometendo compensar. Sabia que tinha perdido "Banquet", mas "Like eating glass" foi suficiente para animar e me lembrar dos velhos e bons tempos de Bloc Party. Ouvindo (e vendo) o resto do show, percebi que todas as músicas que não são do primeiro CD são horríveis. Nunca tinha prestado atenção nos dois últimos discos, mas parece que a banda não funciona assim. Se o show seria melhor se eles estivessem no Indie Stage eu não sei, mas que a banda está desandando, está.
Dessa vez correr igual retardada serviu para pegar metade de "Cannonball", a música mais óbvia do Breeders e a que eu mais queria ouvir. Lição nº 2: baixar mixtapes das bandas antes dos shows. Depois da alegria, parecia que não tinha lugar para mim naquele galpão lotado. Tinha me contentado em ficar no canto, vendo de longe, mas o som estava tão horrível e embolado que o mau humor falou mais alto e eu saí de lá sem rumo. Arrependo de não ter sido um pouco mais animada e persistente, pois pelos depoimentos, o Breeders parece ter sido um show ótimo, um dos melhores do festival.
O Kaiser Chiefs foi a trilha sonora para o meu tédio, enquanto esperava amigos para ir embora. Uma trilha sonora ruim, vale dizer. O que é "I predict a riot"? Parece duas músicas coladas em uma só, o refrão não se encaixa com os versos, fiquei achando que eles estavam fazendo um mash-up. É uma pena as músicas serem ruins, porque o show é muito bom. Fiquei com vontade de estar lá na frente, puxando a cueca vermelha (!) de Ricky Wilson com as outras pessoas. Acho que se eu estivesse lá, ia relevar as músicas e aproveitar o show. Para quem gosta, deve ter sido o show da vida.
Fomos para a saída desesperados, porque costumam ter poucos táxis, e a surpresa: não tinha nenhum! Parece que os taxistas nem estavam sabendo do evento. É algo para a produção observar, afinal, as pessoas precisam voltar para casa (ou hotel). Poderiam ter providenciado umas vans (sei que aconteceu algo do tipo, mas não foi muito divulgado), mesmo com um preço um pouco caro.
Talvez porque eu não tenha afeição especial por nenhuma banda, talvez porque eu estava mal-humorada, a questão é que achei o Planeta Terra bem mais ou menos. Morno. Se as bandas não eram mais ou menos, os shows eram. Claro que a organização está de parabéns, o local é ótimo, os ingressos eram baratos e davam acesso a todos os palcos, a divulgação muito interessante (não só pelos blogs e twitter, mas vídeos bacanas também). Eles souberam criam um hype da coisa toda. Mas o line-up não foi consistente. Sabendo que tem muita gente satisfeita (e feliz) com a escalação, considero o saldo positivo.
É bom ressaltar que o festival soube a dosagem certa de bandas do momento, bandas clássicas, bandas indie e bandas mainstream; sem apostar tudo no hype ou na nostalgia. Apostas para o próximo Planeta Terra? Eu sugiro Broken Social Scene. Acho que podemos esperar muita coisa para 2009.
Créditos: todas as fotos por Letícia Souki, exceto a do Kaiser Chiefs, retirada do Terra.
Obs.: O texto foi escrito em primeira pessoa e totalmente subjetivo porque acho que ajuda a entender a minha visão e opinião dos shows. Para outras coberturas mais objetivas, e/ou com shows que não assisti, ou apenas para mais coberturas, veja os outros blogs embaixadores do festival:
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sábado, 1 de novembro de 2008
Podlist/Playcast #3
O tema do terceiro podcast-que-é-playlist é o festival Planeta Terra, e dessa vez resolvi fazer algo diferente: chamei amigos que gostavam das bandas para escolherem as músicas.
O Rodrigo Ortega, do Pílula Pop, escolheu "Hunting for Witches" do Bloc Party, mas é melhor não falar que ele gosta da banda depois do mico no VMB. A Fernanda Azevedo falou logo de cara "Almost Gold", música muito boa do The Jesus and Mary Chain. Cris Foxcat, DJ e dairy queen, era responsável pelo Breeders e ficou em dúvida entre "Safari" e "Shocker in Gloomtown", e escolheu a última, "que é cover do Guided by Voices e tem aquele vídeo maravilhoso, que dá vontade de a gente sair pulando!". Também na dúvida ficou o Marcelo Santiago, do Meio Desligado, que entre "Hummer" ("é mais eletrônica e animada") e "Balloons" ("é mais experimental"), decidiu por "Balloons", porque "é melhor pra quem ainda não conhece" o Foals.
E a Letícia Souki custou a escolher uma música do Spoon. Depois de cogitar por umas três (e eu já ter escolhido uma por ela), ela preferiu "I Turn My Camera On" - "fala que ela representa o disco novo, que é mais pop". OPS! Foi mal, errei. Na verdade ela queria "Don't make me a target", essa sim do disco novo, mais pop. Eu coloquei erroneamente "I Turn My Camera On", que é do Gimme Fiction. Sorry!


É aquele esquema, se quiser baixar vai na página do pOdomatic.
Como são só cinco músicas e não entrou a única banda que estou realmente empolgada para ver, o Animal Collective, vou colocar o clipe de "Peacebone" (que todo mundo já viu, mas não custa ver mais uma vez).
O Rodrigo Ortega, do Pílula Pop, escolheu "Hunting for Witches" do Bloc Party, mas é melhor não falar que ele gosta da banda depois do mico no VMB. A Fernanda Azevedo falou logo de cara "Almost Gold", música muito boa do The Jesus and Mary Chain. Cris Foxcat, DJ e dairy queen, era responsável pelo Breeders e ficou em dúvida entre "Safari" e "Shocker in Gloomtown", e escolheu a última, "que é cover do Guided by Voices e tem aquele vídeo maravilhoso, que dá vontade de a gente sair pulando!". Também na dúvida ficou o Marcelo Santiago, do Meio Desligado, que entre "Hummer" ("é mais eletrônica e animada") e "Balloons" ("é mais experimental"), decidiu por "Balloons", porque "é melhor pra quem ainda não conhece" o Foals.
E a Letícia Souki custou a escolher uma música do Spoon. Depois de cogitar por umas três (e eu já ter escolhido uma por ela), ela preferiu "I Turn My Camera On" - "fala que ela representa o disco novo, que é mais pop". OPS! Foi mal, errei. Na verdade ela queria "Don't make me a target", essa sim do disco novo, mais pop. Eu coloquei erroneamente "I Turn My Camera On", que é do Gimme Fiction. Sorry!
É aquele esquema, se quiser baixar vai na página do pOdomatic.
Como são só cinco músicas e não entrou a única banda que estou realmente empolgada para ver, o Animal Collective, vou colocar o clipe de "Peacebone" (que todo mundo já viu, mas não custa ver mais uma vez).
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