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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Música nova da Mallu Magalhães

Mallu colocou no Facebook sua música nova, "Sur Mon Coeur", que é em francês e ganhou um vídeo fofo feito por ela mesma.



Para quem estiver em São Paulo, ela faz show amanhã no Sesc Pompeia.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Melhores clipes de 2009

Estou criando uma tradição agora: lista de filmes e disco no Pílula, e de clipes aqui - in no particular order, como ano passado, mas com mais de 10 vídeos.
Acho que 2009 pode ser dividido entre os clipes psicodélicos/surreais/com efeitos doidões e os clipes "feel good", que mostram a banda, pessoas, e aquele climinha gostoso. Adoro clipe assim.

"Heaven can wait" - Charlotte Gainsbourg e Beck (a outra versão é melhor, mas não dá pra embedar)

Charlotte Gainsbourg - Heaven Can Wait from Charlotte Gainsbourg on Vimeo.


"No You Girls" - Franz Ferdinand



"Lust for life" - Girls (tem também a versão NSFW)



"My Girls" - Animal Collective



"Two Weeks" - Grizzly Bear



"Bad Romance" - Lady Gaga



"Shine Yellow" - Mallu Magalhães



"My Favourite Way" - Black Drawing Chalks



"King Rat" - Modest Mouse



"The Auction" - Holger



"Microphone" - Coconut Records



"Cousins" - Vampire Weekend



"Periodically Double or Triple" - Yo La Tengo



"Over it" - Dinosaur Jr.



"French Navy" - Camera Obscura



"Um olho no fósforo, outro na fagulha" - Pata de Elefante

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Entrevista Mallu Magalhães

Aproveitando o gancho do lançamento do clipe e para me auto-divulgar, estou colando aqui a matéria que fiz com a menina prodígio para o Jornal do Brasil, no começo de dezembro:


Esqueça o hype, a precocidade ou qualquer outra besteira repetida inúmeras vezes pela internet. Mallu Magalhães é uma cantora, e em seu recém-lançado segundo disco ela mostra que é isso que prevalece. Após o burburinho, ela mostra que está consolidando uma carreira, independente da atenção da mídia.

– Me sinto numa posição mais profissional, como se fosse uma caminhada como artista – reflete a cantora, revelada no ano passado pelo Caderno B, agora com 17 anos. – Antes eu fazia aquilo de brincadeira, como uma aventura, não era sério. Hoje encaro como profissão, eu trabalho para isso, dedico meu dia todo para a música.

Na época do primeiro CD, Mallu recebeu propostas de várias gravadoras, mas recusou todas em prol de sua liberdade artística e lançou o disco de forma independente. Agora, Mallu Magalhães, o segundo (com o mesmo “nome” do primeiro), sai pela major Sony Music – mas a cantora garante que a gravadora não a “prendeu”.

– A Sony foi a primeira a me oferecer a possibilidade de manter a minha alma independente mas também de ter a força de uma gravadora – destaca. – O contrato também foi feito depois que o CD já estava pronto, por isso que tive total liberdade; primeiro fiz, depois negociei com a gravadora.

Quem ouvir o segundo CD vai encontrar uma Mallu que canta bem mais grave – quatro tons abaixo, para ser mais exata.

– Encontrei um jeito de cantar que não machuca minha garganta – frisa a cantora que, já no início da carreira, está com um cisto nas cordas vocais.

As mudanças do segundo para o primeiro o disco não são apenas nos vocais, mas nas referências.

– Um monte de coisa mudou, um ano se passou, tive mais experiências, tanto na vida pessoal como na profissão. Aprendi várias coisas, e acabei ouvindo outras.

A bagagem extra rendeu flertes com outros estilos além do folk e do rock, como valsa (É você que tem) e reggae (Shine yellow, a primeira música do disco a ganhar um clipe). As letras em português, que já faziam parte do repertório de Mallu mas não haviam entrado no primeiro disco, também ganharam (muito) espaço na segunda gravação: seis das 13 músicas são na língua pátria.

– Realmente me sinto mais livre, estou me permitindo mais cantar em português – diz, reconhecendo que, de alguma forma, se expõe mais assim do que com o inglês.

Wannabe Audrey

Afinal, é a vida de Mallu Magalhães que está ali, nas canções.

– Faço as letras inspirados no cotidiano, nas minhas sensações e nos acontecimentos. Mas não é só uma experiência pontual que está ali.

Em Nem fé nem santo, ela pede “que me deixem em paz”, e tem uma conversa sincera com a mãe em Make it easy. Mas é o amor que percorre a maior parte do álbum, como já revelam os títulos Soul mate, Te acho tão bonito, My home is my man, É você que tem e You ain't gonna loose me. Sinal de que o relacionamento com o hermano Marcelo Camelo vem inspirando as letras – e também influenciando nas músicas, como reconhece Mallu.

– Sempre fui muito fã dele, desde o Los Hermanos até o disco solo. A influência musical existe e também a influência pessoal, falo em relação ao namoro. Ela é diluída no disco, mas é bem perceptível.

Mas, com exceção da bossa Versinho de número um, em que a influência de Camelo parece se concentrar, e em Compromisso, que conta inclusive com assovios do cantor, Mallu continua sendo Mallu, com a voz delicada, a sinceridade e a espontaneidade que passa até pelas gravações – fato que o produtor Kassin preservou, ao mesmo tempo em que explorava backing vocals e instrumentação complexa, num CD com cara de “gente grande”. Segundo a cantora, o trabalho com Kassin foi bem diferente de gravar com Mario Caldato, produtor do primeiro disco.

– O Mario pegou um trabalho que já estava meio pronto, eu já havia tocado aquelas músicas várias vezes. O Kassin acompanhou a gente nos ensaios, estava lá desde o começo, e isso foi super legal porque ele podia ir lapidando, dando dicas, sugestões, e melhorando algumas coisas – compara.

Responsável pelas colagens que decoram o disco, e se preparando para gravar o primeiro clipe do álbum, Mallu Magalhães diz que é “uma pitaqueira” em todas as áreas de seu trabalho.

– Acho isso super importante. Me entendo como artista, que fica se expressando onde derem espaço, então fico ligada na direção de arte, na fotografia. Só não deixo de respeitar os profissionais, acho importante escutar.

No ano que vem, Mallu começa o 3º ano colegial, mas, diferente dos outros alunos, o vestibular não está em seus planos.

– A faculdade seria um complemento interessante. Quem sabe mais tarde, não tenho nenhuma pressa e também não me cobro.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Clipe novo da música nova da Mallu

O reggaezinho 'Shine Yellow'. Vou aproveitar e colocar a entrevista que fiz com ela aqui, mas depois.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Top 10 indie crushes brasileiras de 2009

Inspirada por essa lista terrível do Stereogum de Indie Rock Crushes 2009 (fala sério, Ed Droste é o cara mais bizarro do mundo e ficou em quinto. A St. Vincent é gracinha mas segundo lugar é demais. Só a óbvia Zooey em primeiro, as mocinhas do DP e a descoberta de Noah Lennox e Sufjan Stevens como gatinhos que valeu), eu e Ortega decimos eleger os musos e musas indies brasileiros de 2009 (com curadoria de Alexandre Matias e Mariana Marques).
Eu colocaria as mulheres primeiro para dar audiência, mas o blog é meu e a gente começa com os homens.

Calebs:

10. Bruno Miari (Monno)


9. Rodrigo Lariú (Midsummer Madness)


8. Bruno Kayapy (Macaco Bong)


7. Rodrigo Amarante (Little Joy)


6. Victor Rocha (Black Drawing Chalks)


5. Pepe (Holger)


4. Bruno Natal (URBe)


3. Daniel Carvalho (Katylene)


2. Pata (Holger)


1. Paulo Ferreira (Glass and Glue)


Zooeys:

10. Mallu Magalhães

9. Érika Mader (Summer brasileira)


8. Luisa Micheletti (MTV)


7. Mayana Moura (Glass and Glue)


6. Kátia Lessa (Kakaos)


5. Pati (The Dead Lover's Twisted Heart)


4. Marina Franco (Glass and Glue)


3. Juliana R.


2. Cacá V (Copacabana Club)



1. Tiê



ps.: Fotos gentilmente kibadas de algum lugar na internet. Qualquer problema grite nos comentários. Favor ignorar os braços e penetras nas fotos.
ps. 2: Paraíso das mulheres indies aqui.

terça-feira, 24 de março de 2009

Nova da Mallu

Todo mundo já deve ter visto, mas...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Curtas

Eu e meu recente caso de amor com o Trabalho Sujo.

Parece que o meu Festival dos Sonhos está virando realidade. O Of Montreal vai tocar no Brasil em maio, num festival com Silver Jews e Born Ruffians! Nada confirmado, mas com Wilco, Sonic Youth, Radiohead, Little Joy e agora esse suposto festival, 2009 promete!

Não sou só eu que ainda estou meio tonta e tentando entender a entrevista da Mallu Magalhães para a Época. Minhas suspeitas de que ela usa drogas estão se confirmando. Sair para dançar dentro de você mesma (e fora não, mas é legal), fugir com o circo, ser um adulto-criança-adulto-triste-feliz... Pelo menos uma parte foi esclarecedora: jornalista é aquele que, para entrar em contato com seus ídolos, foge com o circo e entrevista as pessoas no caminho. Ah bom...

Venho reparando que os artistas (jovens, tipo Júnior e Mallu), ficam dizendo que ouvem música na internet mas não baixam, pois quando gostam da banda compram o CD. Papo de gravadora, não?

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Fofoquindies

Enquanto eu e Marcelo não lançamos a Caras Indie, vou fofocar por aqui mesmo. Mallu Magalhães, 16, confirmou à revista Gol o namoro com Marcelo Camelo, 30. Quem diz é o Ego, uma fonte super confiável de notícias. Os rumores começaram quando o blog Te dou um dado? fez o post "Diga não à pedofilia".
Declarações de Mallu:
"Estou loucamente apaixonada"
"Aquilo era amor transbordando do meu corpo. Era sentimento puro que havia entre nós naquele momento, e eu resolvi que não iria segurar, que tinha que deixar fluir e dividir com aquelas pessoas", se referindo ao show no Coquetel Molotov, em que chorou enquanto cantava com Camelo a música "Janta".
Olha ela chorando (pode ir direto para 2:30):


Depois disso e de vê-la no Planeta Terra, desconfio que ela use drogas.
Nada como um romance enquanto se divulga um (ou dois) CD(s)...


ps.: Desculpem pela ausência nesses dias, acabei de entregar meu TCC (que ficou lindo, thankyouverymuch), e estou no final do semestre de duas faculdades (uma delas, para sempre). Logo voltarei a postar com mais freqüência.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Planeta Terra: covers, remixes, etc

Taí uma pequena lista de músicas que provavelmente não serão ouvidas durante os shows do Planeta Terra, mas que valem a pena serem ouvidas antes. É para conhecer as bandas através de outras bandas.

Começando com os clássicos, a versão do The Jesus and Mary Chain para Surfin' USA, do Beach Boys. O cover está no disco Barbed Wire Kisses.


Olha que bonito o Spoon tocando "It's Gonna Take an Airplane", da banda Destroyer.


Melhor do que ouvir o Bloc Party fazendo cover de si mesmos é ouvir o remix de Mercury, feito pelos brasileiros do CSS.


Aqui, um vídeo da fofa Mallu Magalhães fazendo uma cover da fofa "Anyone Else But You", música do Moldy Peaches e trilha do filme Juno.


Esse não é bem um cover nem um remix, e poderia ser uma versão, não tivesse virado clipe oficial de "Water Curses". A música que dá título ao EP do Animal Collective ganhou um vídeo feito por um fã, que para fazê-lo usou flash e outras coisas que não entendo.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Planeta Terra - mudança de horários

Não, você não vai conseguir ver todos os shows inteiros. A mudança foi uma inversão de horários dos shows de Mallu Magalhães e Vanguart - a menina dá o ar da graça às 19h, enquanto Vanguart abre o Main Stage às 17h30. Faz sentido.
Ê ê ê, eu sou mais mainstream que você

Agora as escolhas ficam entre:
Mallu Magalhães x Animal Collective
Vanguart x Curumin

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Evolução indie

"Daí" que no Planeta Terra vai ter o Main Stage e o Indie Stage. Sabe onde Mallu Magalhães e Vanguart tocam? No Main Stage.
Esta é a capa do disco da Mallu, obviamente roubada do Lúcio Ribeiro.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Eletronika 2008

Não vou fazer uma "cobertura" do festival, porque já o fiz (com Ort e Campa) no Pílula Pop. Mas mesmo sem ter ganhado cortesias para escrever sobre o Eletronika aqui, gostaria de fazer algumas considerações:

* Dos shows que assisti, muitos foram bons, mas nenhum sensacional.

* Era mais legal ficar no "lounge" do Grande Teatro ou no café perto do João Ceschiatti do que dentro dos teatros. Lá você podia ficar em pé, conversar, beber, tentar ser alguém na noite, andar de um lado para o outro... coisas que normalmente se faz em shows, mas não nesses, no clima duro dos teatros do Palácio das Artes, onde a gente fica até com dúvida se desliga ou não o celular. Tem toda essa coisa de shows no teatro serem legais, mas não gostei do Eletronika no Palácio.

* O que a pessoa que determinou o preço dos ingressos estava pensando? Queriam ver nossa cara de incredibilidade? Foi um line-up ótimo considerando as atrações nacionais, mas acho que tudo funcionava no conjunto, não com as bandas separadas. E aí gente como a menina que veio de SP só para ver monno não pôde nem assistir a outros shows, porque o ingresso era só para o show da banda e ela não tinha mais dinheiro.

* Estou impressionada com a tietagem em cima de Mallu Magalhães. Ela é uma gracinha, eu mesma queria uma foto. Mas as pessoas estão fora de controle. É a Ivete Sangallo dos indies. É a volta dos rolos de papel higiênico cheio de marcas de beijo. Depois passem no MySpace dela para ver o tanto de amizade platônica que existe no mundo...

Resumindo, o Eletronika 2008 foi divertido, deslocado e caro.