sábado, 20 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Faltam 2 dias
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Novo do Girl Talk para download gratuito

Se você está procurando algum motivo para ficar no Planeta Terra até o final, o Girl Talk acaba de dar um. E de graça. O novo disco, All Day, está disponível na íntegra para download no site da gravadora Illegal Art.
Até agora já rolou "Single Ladies", "Blitzkrieg Bop", "Imagine", "Waiting Room", "War Pigs"... um ótimo aquecimento para o show.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Faltam 10 dias...
Então bolei uma coisa mais prática: começa hoje a contagem regressiva para o Planeta Terra. Todo dia vou postar uma música que vamos ouvir no festival (ou seja, o critério é o que tá rolando nos últimos setlists, não a melhor música da banda).
Começando com "I Feel Better" do Hot Chip, aproveitando o gancho do clipe de "I Feel Bonnie", essa parceria estranha com o Will Oldham.
PS.: Pra quem curte uma contagem regressiva, esse tumblr maneiríssimo avisa quantos dias faltam para o verão com músicas incríveis.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Esquenta Planeta Terra - Pavement

Se você não caiu nesta página por acaso, após uma pesquisa no Google Images sobre, sei lá, bigodes ou sobre looks bárbaros, você provavelmente sabe que o Pavement foi, depois do Nirvana, a banda mais importante dos anos 90. E que enquanto a segunda varria o mainstream e o mundo com Nevermind, a primeira começava, no submundo, a arrebatar os corações dos, digamos, mais cínicos, com Slanted and Enchanted. Deve saber também que depois de 11 anos de separação, o Pavement resolveu se reunir para uma turnê mundial. Afinal, as famílias estão crescendo e as casas estão ficando pequenas, e, claro, há os que não conseguiram vê-los antes daquele fatídico 20 de novembro de 1999, na Brixton Academy, em Londres, como eu e você.
Stephen Malkmus pendurou um par de algemas no microfone para "simbolizar o que é estar numa banda todos esses anos" (1989-1999) e finalizou o show com uma versão extendida de "Here" (que, graças a um certo verso, entrou para a trilha sonora pessoal de muitos de nós). O clima da apresentação é terrivelmente tenso e parece que o ar vai esmagar todo mundo. Só quem esteve lá poderia saber, ou pelo menos desconfiar. O submundo só teria certeza mesmo alguns meses depois.
Afora, talvez, o parágrafo anterior, até aqui, nada de novo. O que você, possivelmente, ainda não reparou é que o show do Pavement no Brasil ocorrerá aos mesmos 20 de novembro, desta vez, de 2010; exatos 11 anos desde o so long na Inglaterra.
Para promover a volta e ouriçar os fãs, o Pavement lançou no início do ano a coletânea "Quarantine the Past: The Best of Pavement". Acontece que nós demos pela falta de algumas músicas e não entendemos a inclusão de outras ali, certo? Portanto resolvemos criar a nossa própria coletânea: "It's a Brand New Era: The Second Best of Pavement". Afinal, nós adoramos Pavement e adoramos listas.
Seguimos a mesma lógica do lançamento oficial: mesclamos outtakes e lados-b aos "hits" em iguais 23 faixas. Confira uma a uma:
Newark Wilder
Quinta faixa do preferido-por-muitos Crooked Rain, Crooked Rain, de 1994. De certa forma ofuscada pelos hits Cut Your Hair, Gold Soundz e Range Life, Newark Wilder, com seu vocal arrastado é puro Pavement. Tem o verso que dá nome à coletânea.
Painted Soldiers
Embora Stephen Malkmus tenha dito que não é um control freak, nós sabemos que isso não é exatamente verdadeiro. Ele deixava Spiral Stairs cantar uma aqui e outra ali apenas. Não por acaso, Terror Twilight (1999), o álbum derradeiro, não conta com nenhuma faixa com Spiral nos vocais, como vinha sendo de costume nos dois anteriores, nos quais o guitarrista ganhou uminha. Como em "Quarantine" aparece a ótima "Date w/ IKEA", colocamos aqui a contagiante "Painted Soldiers", que foi lançada originalmente na OST de Brain Candy (do grupo de comédia The Kids in the Hall), que é composta só de bandas da Matador. O clipe é uma piada e mostra um Spiral dotado de poderes que só um videoclipe poderia lhe dar. Duas curiosidades: o Pavement "repaginado" originalmente seria o Weezer, e não o Veruca Salt (fala se isso não teria sido incrível!?). E o Bob Nastanovich realmente agencia corridas de cavalos nas horas vagas. Inclusive nas muitas que ele teve durante os últimos dez anos.
Conduit for Sale!
A faixa 5 de Slanted and Enchanted (1992) tem uma narrativa que eu me recuso a analisar. Ao vivo, serve pra mostrar uma das utilidades de Bob Nastanovich, muito questionado sobre seu papel no Pavement. Público e banda parecem sempre se divertir com ela nos shows.
Give it a Day
Lançada no EP Pacific Trim, que foi gravado às pressas pra coincidir com uma turnê, em 1996, pelo circuito do Pacific Rim (Japão, Austrália etc.). Caberia facilmente ali na segunda metade do Wowee Zowee (1995), o que aliás, convenhamos, não é muito um parâmetro. A música é foda e a letra, bem divertida.
Starlings of the Splitstream
A primeira da nossa lista que faz parte da excelente segunda metade do fenomenal Brighten the Corners (1997). Tem o clássico jogo de palavras: "Starlings in the slipstream/ Darlings on the split-screen" e as imagens pra lá de curiosas: "Slavic princess with a rose in her teeth/ Do you suppose she would bite you if she could?/ Insane cobra split the wood/ Trader of the lowland breed". Maravilha sonora.
Rattled by the Rush
Essa não poderia faltar. Quem não se lembra do clipe? Rolava direto no Lado B, da MTV. Aqueles movimentos de câmera que causam vertigem, enquanto a banda toca no metrô por alguns trocados. Qualquer relação com a posição que o Pavement ocupava, ou acreditava ocupar no cenário musical da época não deve ser mera coincidência.
Silence Kit
Faixa que abre Crooked Rain, Crooked Rain. O nome da música deveria ser, realmente, "Silence Kid", o que faz muito mais sentido. Dizem que o artista gráfico do disco se embananou com uma mancha de tinta e acabou tendo que converter o d em um t, para não perder o trabalho. A história, que corre entre os fãs da banda, tem tudo pra ser verdadeira, já que no selo do disco já aparece "Silence Kid". E em se tratando de Pavement, não seria por esse errinho que o cara teria que fazer tudo de novo.
Major Leagues
Essa é uma que tinha tudo para estar em "Quarantine": é single, tem clipe (dois, inclusive) e é das grandes favoritas dos fãs. Mas não tem problema, porque ela está aqui ;)
AT&T
AT&T é uma das maiores empresas de telefonia/internet/etc dos EUA e eu não tenho a menor ideia de por que esse é o nome da música. Os versos parecem ter sido gravados à medida que iam surgindo na cabeça do Malkmus, como, aliás, em muitas outras, especialmente em Wowee Zowee.
Old to Begin
Uma das várias letras ambíguas de SM. É tanto autoironia apoiada no clima negativo/pessimista que permeia Brighten the Corners: "Embrace the senile genius/ Watch him reinvent the wheel", quanto a pouca fé no Casamento: "You get to feeling like a fixture/ Set in 1966 - time came that we drifted apart/ Drifted apart to find an unidentical twin". A menção ao seu ano de nascimento não parece ser aleatória: a crise dos 30 parece ter pego Malkmus em cheio.
Grave Architecture
Faixa 11 de Wowee Zowee, é uma das mais características do disco. Com uma estrutura maluca e uma letra que parece ser uma resposta à cobrança direcionada aos slackers, a música é uma das melhores do Pavement.
Baptiss Blacktick
Única representante de Westing (By Musket & Sextant) (1993), é também característica do disco de que faz parte. Westing compila faixas dos primeiros EPs, lançados entre 89 e 93, e beira o inaudível. Tem, como exceção, as ótimas "Box Elder", "Debris Slide" e "Angel Carver Blues/Mellow Jazz Docent", que não por acaso entraram em "Quarantine" (a última, apenas a segunda parte).
Harness Your Hopes
Ah, Harness Your Hopes... A maior falta em "Quarantine" fez essa música. Considerada em larga escala como uma das favoritas dos fãs, essa faixa é tão conhecida entre nós graças à Trama, que a incluiu como bonus track da edição brasileira de Terror Twilight, junto com "Roll With The Wind" e "The Porpoise and the Hand Grenade", lançadas nos EUA apenas no lado-b do single de "Spit on a Stranger".
Blue Hawaiian
Mais uma das letras enigmáticas de SM. Tem os ótimos versos "If my soul has a shape, well, then it is an ellipse/ And this slap is a gift cause your cheeks have lost their lustre" e "Aloha means 'goodbye' and also 'hello'/ It's in how you inflect". Faz parte da já mencionada segunda metade de Brighten the Corners.
Carrot Rope
Faixa que encerra a edição americana de Terror Twilight. É bem divertida e tem um clipe muito massa. Tem as duas únicas palavras que o Malkmus deixou o Spiral cantar no disco.
Father to a Sister of Thought
Com um climão country dado por uma slide guitar, a música mais cuidadinha de Wowee Zowee ganhou até clipe. Os meninos vestidos de cowboy tentam amamentar bezerros e fingem trabalhar na terra enquanto SM tenta se equilibrar num rollerblade. O clipe arrancou várias risadas da banda na versão com comentários presente no DVD Slow Century, lançado em 2002. Se você não tem, tá dando bobeira.
Poderia estar também em "Quarantine".
Platform Blues
Platform Blues é um dos pontos altos de Terror Twilight. Tem participação de Jonny Greenwood na gaita. Aliás, vale lembrar que Terror Twilight foi produzido pelo sexto-radiohead Nigel Godrich.
Type Slowly
Divide Brighten the Corners ao meio. Mais uma vez imagens inusitadas (snipers, trolls, cigar incandescent guillotines) na letra bem rimada, e um instrumental perfeito. Uma das melhores do disco.
Zürich is Stained
Uma das mais populares de Slanted and Enchanted, distoa um pouco do restante do álbum. Poderia estar em Crooked Rain, Crooked Rain.
Transport is Arranged
Estou pra bater o martelo e taxar essa como a melhor música do Brighten the Corners. Mas não é tão simples. Em termos de letra, algumas coisas passam batido, mas chamam a atenção os versos "A voice coach taught me to sing, he couldn't teach me to love" e "Praise the grammar police, set me up with your niece". Novamente, instrumental impecável.
Cream of Gold
Sempre vi nessa música um quê de macabro. Acho que muito pelo verso que se repete várias vezes: "I bleed in beige why'd you leave me so far now". A letra parece ser basicamente sobre o fim de um relacionamento. O clima é tenso. Talvez seja a que faz mais jus ao título do disco: "Terror Twilight", ou "o período do dia entre o pôr-do-sol e o anoitecer, em que metade dos motoristas ligam os faróis e metade não. É quando a maioria dos acidentes acontecem", explicou Bob Nastanovich, quem criou o título. E é estranho mesmo, os olhos não se ajustam direito à mudança na luz. É tenso.
Stop Breathin
Metáforas oriundas do tênis, esporte de que Malkmus é entusiasta, guitarras dedilhadas soando desafinadas e o verso "Write it on a postcard/ Dad they broke me". Uma das mais significativas de Crooked Rain, Crooked Rain.
Fin
Puta merda... Também conhecida como "Infinite Spark", essa música fecha o álbum Brighten the Corners e a nossa coletânea. Quando ouço, me vem sempre à mente um sujeito caminhando rumo a um muro para seu fuzilamento. Acho que é a bateria em ritmo de marcha. Enfim, o sujeito caminha e pára junto ao muro lá pelo meio da música e espera pelo seu fim, que chega aos 3:28, quando entra o solo de guitarra: o sujeito vai caindo em câmera lenta.
É uma música subestimada, de um disco subestimado, de uma banda subestimada. Falando em mainstream, claro. No submundo, é unanimidade. O Pavement merece o dobro, o triplo da atenção que o Smashing Pumpkins, por exemplo, teve em toda a sua carreira. O show do Pavement será o evento do ano, possivelmente, da década, no Brasil e quem não for, vai ficar com cara de abóbora.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Esquenta Planeta Terra - of Montreal

A gente começa com Of Montreal, uma das atrações mais esperadas por mim junto com o Pavement. Pode baixar feliz que só tem hit.
Coleta Of Montreal - Polyvinyl (2004-2010)
01.My British Tour Diary
02.Gronlandic Edit
03.I Was Never Young
04.She's a Rejector
05.Rapture Rapes the Muses
06.Suffer for Fashion
07.Wraith Pinned to the Mist and Other Games
08.Heimdalsgate Like a Promethean Curse
09.Disconnect the Dots
10.Forecast Fascist Future
11.The Party's Crashing Us
12.Bunny Ain't No Kind of Rider
13.So Begins Our Alabee
14.An Eluardian Instance
15.Coquet Coquette
16.Nonpareil of Favor
17.The Past Is a Grotesque Animal
quinta-feira, 29 de julho de 2010
MORRI ou Pavement e Of Montreal no Planeta Terra

Ctrl c + ctrl v básico da Billboard para agilizar:
O festival Planeta Terra confirmou mais cinco atrações, além das já anunciadas Phoenix e Hot Chip. As bandas Pavement (foto), Of Montreal, Girl Talk e Yeasayer, além do Smashing Pumpkins, que havia anunciado o show ontem em seu site oficial, estão na programação do evento que acontece no dia 20 de novembro, no Playcenter, em São Paulo.
Os ingressos serão vendidos a partir do dia 1º de agosto pelo site www.ticketsforfun.com.br e pelo telefone 4003-558. Os preços do primeiro ao quarto lote são, respectivamente, R$ 160, R$ 180, R$ 200 e R$ 220, com meia-entrada disponível para estudantes.
Além dos shows, os brinquedos do Playcenter estarão à disposição do público. Cataclisma, Wave Swinger, Barco Viking, Swing Dance, Waimea, Sky Coaster, Monga e Windstorm funcionam de 13h às 21h, e Boomerang, Evolution, Auto Pista, Double Shock, Looping Star, Turbodrop e Magic Motion de 14h até 5h.
Serviço - Planeta Terra Festival 2010
Quando: 20 de novembro
Onde: Playcenter - São Paulo
Censura do evento: 18 anos
Ingressos
Vendas: Tickets For Fun - a partir de 01/08/2010
1o Lote: inteira 160,00 / meia 80,00
2o Lote: inteira 180,00 / meia 90,00
3o Lote: inteira 200,00 / meia 100,00
4o Lote: inteira 220,00 / meia 110,00
E eu já me empolgo com a possibilidade desse cover COM Os Mutantes:
Em breve faço uns esquentas aqui...
quinta-feira, 15 de julho de 2010
E o Pavement, hein?

Parece que agora vai.
É hora de fazer o esquenta ouvindo o show recente aqui.
Quem não vai no festival de aniversário da Matador (os ingressos já esgotaram) pode respirar aliviado.
Estão falando que o Queens of the Stone Age também vem para o Planeta Terra. Se tudo se confirmar, eles vão compensar muito bem o line-up fraco do ano passado.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Esquenta Planeta Terra 2009
Relembrando os horários:
SONORA MAIN STAGE:
02:00 - 03:00 - Etienne de Crecy (live act)
00:15 – 01:30 – Iggy Pop and The Stooges
22:15 - 23:45 – Sonic Youth
20:30 - 21:45 - Primal Scream
19:00 - 20:00 - Maximo Park
17:30 - 18:30 - Moveis Coloniais de Acaju
16:00 - 17:00 - Macaco Bong
COCA-COLA ZERO STAGE
03:00 - 04:00 – Anthony Rother (live act)
01:30 - 02:30 – N.A.S.A.
00:00 - 01:00 - The Ting Tings
22:30 - 23:40 – Metronomy
21:00 - 22:00 – Patrick Wolf
19:30 - 20:30 - Copacabana Club
18:00 - 19:00 – Ex!
O Planeta Terra fez uns vídeozinhos de esquenta, confira aqui.
E eles iriam mandar uns ingressos para sortear aqui, mas fuen fuen fuen fuen, não chegaram.
Eu espero que seja bem surpreendente, porque achei o line-up fraco/repetitivo (#prontofalei).
Até lá!
Sonic fucking youth: entrevista com Thurston Moore
Hoje é véspera do Planeta Terra e faz exatamente uma semana que eu conversei com Thurston Moore, realizando o sonho de 10 em cada 10 indies desse mundo. Eu tentei, mas ele não quis ser meu amigo.
Vou colar aqui a matéria que saiu no JB de domingo. Quem não tiver coragem de encarar tanto texto, adianto que o Mark Ibold continua tocando com eles, mesmo com a volta do Pavement.
***
O título do último disco, The eternal, já diz tudo. Unanimidade no rock alternativo, há 28 anos o Sonic Youth vem fazendo uma sinfonia de barulhos e experimentações que se estendem até aos instrumentos, frequentemente modificados pelos integrantes. Com o 16º disco lançado em junho, os já cinquentões se apresentam pela terceira vez no Brasil, como uma das atrações do festival Planeta Terra, que acontece dia 7 de novembro em São Paulo, e também traz outros dinossauros do rock, como Iggy & The Stooges e Primal Scream.
– Nós ainda não decidimos o repertório, mas imagino que vamos tocar nossas músicas novas, como estamos fazendo nos últimos shows, e outras músicas antigas, talvez umas duas do Daydream nation – especula Thurston Moore, guitarrista e vocalista da banda.
O último disco marca a volta da banda às gravadoras independentes: The eternal foi lançado pela Matador, depois de nove discos lançados pela Geffen. A mudança, segundo Moore, foi positiva, acrescentando que é “legal e interessante trabalhar com a Matador”.
O álbum é também o primeiro com a participação do baixista Mark Ibold, que começou a tocar com a banda em 2006, na turnê do disco Rather ripped, e agora é o quinto membro do Sonic Youth.
– É ótimo tocar com o Mark, ele é muito divertido e animado, adora conhecer as cidades a que vamos. Ele acorda às 6 da manhã e faz passeios de bicicleta ou procura lugares legais para comer. Mas não sei quais serão os planos dele em São Paulo, porque em um dia teremos ensaio, e no outro é o show, então será bem cansativo.
A anunciada volta do Pavement, antiga banda de Mark Ibold que foi um ícone nos anos 90, não significa um afastamento do baixista do Sonic Youth.
– Eles têm esses shows em 2010 que vão ter muita repercussão, mas Mark continua trabalhando com a gente – diz Moore.
Não é a primeira vez que o Sonic Youth trabalha com um quinto elemento. De 2000 a 2005, o quarteto (completado por Kim Gordon, voz, baixo e guitarra; Lee Ranaldo, guitarra e voz; e Steve Shelley, bateria) tinha a ajuda do músico Jim O'Rourke, que inclusive se apresentou com o grupo no último show no Brasil, em 2005. A mudança afeta a dinâmica e o som da banda.
– Isso permite que a Kim cante e toque mais, ancorada pelo baixo durante todo o set. Por muito tempo nós não tínhamos um baixo, um grave, quem fazia isso era o bumbo da bateria – explica Moore, já que agora Kim Gordon pode sair do baixo para tocar mais guitarra ou simplesmente cantar.
A postura indie e o som experimental do Sonic Youth fez com que muita gente estranhasse a participação recente da banda em um episódio do seriado Gossip girls, sobre jovens da elite de Manhattan. Moore diz que assiste o seriado por causa de sua filha adolescente, Coco, fruto de seu casamento com a companheira de banda Kim (os três já haviam tocado em um episódio da série Gilmore girls, em 2006).
– Eu sou muito influenciado por ela e pela cultura jovem, e gosto do seriado, acho muito engraçado na verdade. É interessante porque é um equilíbrio entre fantasia e realidade, eles têm bons atores jovens, ótimos personagens. É realmente engraçado porque eu cresci em Nova York e eu vejo os personagens indo do Brooklyn ao Upper East Side duas, três vezes ao dia. Eu não sei como eles fazem isso, é como se tivessem um tapete mágico – brinca Moore.
No episódio, Kim Gordon celebra o casamento de dois personagens da série, e a banda toca na cerimônia uma versão acústica de Star power, música feita em 1986, quando muitos dos fãs da série ainda nem eram nascidos. A banda aproveitou a aparição para lançar um single com a versão inédita da música, e também colocou à venda uma camiseta e um pôster de tiragem limitada de Star power. Mais lançamentos como este ainda não estão nos planos da banda.
– Talvez nós faremos mais coisas desse tipo. Fizemos muitos shows durante o verão e temos mais shows no inverno (do Hemisfério Norte), e após a turnê de The eternal irei focar no meu disco solo e numa editora de livros que estou criando.
O disco solo será o quarto de Moore; ele diz que está em processo de composição. Já a editora será lançada no ano que vem e vai se chamar Ecstatic Peace, mesmo nome do selo criado pelo guitarrista. O foco serão livros de arte.
– Sempre estive envolvido com isso, fazendo zines e publicações como um zine chamado Killer, que eu ainda faço. Também editei alguns livros em editoras maiores, e um dia me perguntaram se eu não gostaria de distribuir livros de arte. Claro que aceitei. Sempre estive muito envolvido com literatura, tanto quanto com a música.
Não só Moore passeia pelas letras, como também Lee Ranaldo, que já tem livros de poesia publicados. Kim Gordon também tem trabalhos extra-musicais, já tendo exibido e publicado alguns de seus trabalhos em artes plásticas, e pode ser uma das autoras com livros lançados pela Ecstatic Peace.
A participação mais recente de Moore no mundo dos livros foi em Grunge, obra que reúne fotos de Michael Lavine em torno de bandas e frequentadores da cena de Seattle. O guitarrista do Sonic Youth ficou responsável pelo prefácio e ganhou o nome na capa. Mas ele não acredita que exista um revival do grunge.
– Muitas pessoas estão sendo inspiradas pelo som das bandas daquela época, mas eu não acho que o grunge esteja voltando. As bandas novas podem fazer um som mais direto, como o Nirvana e Screaming Trees, mas não é uma volta. É como o punk rock, há sempre uma inspiração.
Completando quase três décadas de banda e ainda mantendo frescor e vitalidade nas composições – o último disco obteve uma das melhores posições que o grupo já teve nas paradas americanos – o Sonic Youth não acha que se reinventa a cada álbum.
– Não acho que exista essa necessidade de ter que se reinventar. O que nós fazemos é a expressão de um momento. Não sentimos esse tipo de pressão.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Curtas

Do Arnaldo.
Quanto tempo sem curtas né? É que eles meio que migraram para o twitter.
Flaming Lips toca Pink Floyd (seleciona eles na lista).
Tá acabando o tempo para participar do ônibus do Terra. Entra no da Baunilha (Bruna Calheiros) que você vai se dar bem!
Bigodes variados sete dias por semana.
Criado a leite com pera (sem acento), ovomaltino.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Planeta Terra: Ônibus do Terra
Isso no ônibus do Indieoteca né? É só ir no site do ônibus, seguir alguém (eu! eu! eu!*) ou criar seu próprio ônibus. Uma explicaçãozinha do release:
"Criada pela DM9DDB, a campanha parte do conceito “Um Festival, várias experiências” e é inspirada nos tão famosos ônibus de banda. A campanha tem seu ponto de convergência no site do festival (www.planetaterra.com.br/
Neste site, o internauta poderá customizar um ônibus virtual, com diversos gadgets malucos (de um paparazzo particular até um balde repleto de pirocópteros), e convidar o máximo de pessoas para segui-lo. O internauta com mais seguidores terá os seus gadgets dentro do ônibus do Planeta Terra, que servirá como camarote para o vencedor mais cinco convidados, além de vinte quatro “passageiros” que serão escolhidos pelo público por meio de uma votação no site da ação.
Para ter a chance de ser um dos convidados do ônibus, os interessados serão estimulados a criar campanhas pessoais em suas redes sociais para angariar o maior número de votos possível."
Quando fiquei sabendo não achei graaande coisa, mas agora que fiz meu ônibus estou muuuito empolgada!!!
* Para ver o ônibus do Indieoteca digite "Taís Oliveira" na busca.
Programe sua ida ao ônibus entre os shows:
SONORA MAIN STAGE:
02:00 - 03:00 - Etienne de Crecy (live act)
00:15 – 01:30 – Iggy Pop and The Stooges
22:15 - 23:45 – Sonic Youth
20:30 - 21:45 - Primal Scream
19:00 - 20:00 - Maximo Park
17:30 - 18:30 - Moveis Coloniais de Acaju
16:00 - 17:00 - Macaco Bong
COCA-COLA ZERO STAGE
03:00 - 04:00 – Anthony Rother (live act)
01:30 - 02:30 – N.A.S.A.
00:00 - 01:00 - The Ting Tings
22:30 - 23:40 – Metronomy
21:00 - 22:00 – Patrick Wolf
19:30 - 20:30 - Copacabana Club
18:00 - 19:00 – Ex!
Se alguém quiser saber onde está vendendo ingressos e preços é só perguntar!

