quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Melhores clipes de 2009

Estou criando uma tradição agora: lista de filmes e disco no Pílula, e de clipes aqui - in no particular order, como ano passado, mas com mais de 10 vídeos.
Acho que 2009 pode ser dividido entre os clipes psicodélicos/surreais/com efeitos doidões e os clipes "feel good", que mostram a banda, pessoas, e aquele climinha gostoso. Adoro clipe assim.

"Heaven can wait" - Charlotte Gainsbourg e Beck (a outra versão é melhor, mas não dá pra embedar)

Charlotte Gainsbourg - Heaven Can Wait from Charlotte Gainsbourg on Vimeo.


"No You Girls" - Franz Ferdinand



"Lust for life" - Girls (tem também a versão NSFW)



"My Girls" - Animal Collective



"Two Weeks" - Grizzly Bear



"Bad Romance" - Lady Gaga



"Shine Yellow" - Mallu Magalhães



"My Favourite Way" - Black Drawing Chalks



"King Rat" - Modest Mouse



"The Auction" - Holger



"Microphone" - Coconut Records



"Cousins" - Vampire Weekend



"Periodically Double or Triple" - Yo La Tengo



"Over it" - Dinosaur Jr.



"French Navy" - Camera Obscura



"Um olho no fósforo, outro na fagulha" - Pata de Elefante

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Os vídeos de Popular Songs

Eu já tinha falado aqui da série de vídeos que o Yo La Tengo fez (o diretor John McSwain, na verdade) para o último disco deles, Popular Songs, mas até agora não tinha visto nem publicado, de fato, a série (que são de quatro, não cinco clipes, como eu havia dito).

O primeiro e repetido "Here to fall".



"Periodically Double or Triple", o delicioso e incômodo segundo.



O terceiro é "Avalon or someone very similar".



Com vibe 3D/cromo invertido, o quarto e último é "When it's dark".




Fora da série, o Yo La Tengo também gravou clipe de uma quinta música de Popular Song, a ótima (óbvio) "Nothing to hide". Mas quem aparece no clipe são os também matadores Times New Viking. É também uma coisa linda.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Entrevista Mallu Magalhães

Aproveitando o gancho do lançamento do clipe e para me auto-divulgar, estou colando aqui a matéria que fiz com a menina prodígio para o Jornal do Brasil, no começo de dezembro:


Esqueça o hype, a precocidade ou qualquer outra besteira repetida inúmeras vezes pela internet. Mallu Magalhães é uma cantora, e em seu recém-lançado segundo disco ela mostra que é isso que prevalece. Após o burburinho, ela mostra que está consolidando uma carreira, independente da atenção da mídia.

– Me sinto numa posição mais profissional, como se fosse uma caminhada como artista – reflete a cantora, revelada no ano passado pelo Caderno B, agora com 17 anos. – Antes eu fazia aquilo de brincadeira, como uma aventura, não era sério. Hoje encaro como profissão, eu trabalho para isso, dedico meu dia todo para a música.

Na época do primeiro CD, Mallu recebeu propostas de várias gravadoras, mas recusou todas em prol de sua liberdade artística e lançou o disco de forma independente. Agora, Mallu Magalhães, o segundo (com o mesmo “nome” do primeiro), sai pela major Sony Music – mas a cantora garante que a gravadora não a “prendeu”.

– A Sony foi a primeira a me oferecer a possibilidade de manter a minha alma independente mas também de ter a força de uma gravadora – destaca. – O contrato também foi feito depois que o CD já estava pronto, por isso que tive total liberdade; primeiro fiz, depois negociei com a gravadora.

Quem ouvir o segundo CD vai encontrar uma Mallu que canta bem mais grave – quatro tons abaixo, para ser mais exata.

– Encontrei um jeito de cantar que não machuca minha garganta – frisa a cantora que, já no início da carreira, está com um cisto nas cordas vocais.

As mudanças do segundo para o primeiro o disco não são apenas nos vocais, mas nas referências.

– Um monte de coisa mudou, um ano se passou, tive mais experiências, tanto na vida pessoal como na profissão. Aprendi várias coisas, e acabei ouvindo outras.

A bagagem extra rendeu flertes com outros estilos além do folk e do rock, como valsa (É você que tem) e reggae (Shine yellow, a primeira música do disco a ganhar um clipe). As letras em português, que já faziam parte do repertório de Mallu mas não haviam entrado no primeiro disco, também ganharam (muito) espaço na segunda gravação: seis das 13 músicas são na língua pátria.

– Realmente me sinto mais livre, estou me permitindo mais cantar em português – diz, reconhecendo que, de alguma forma, se expõe mais assim do que com o inglês.

Wannabe Audrey

Afinal, é a vida de Mallu Magalhães que está ali, nas canções.

– Faço as letras inspirados no cotidiano, nas minhas sensações e nos acontecimentos. Mas não é só uma experiência pontual que está ali.

Em Nem fé nem santo, ela pede “que me deixem em paz”, e tem uma conversa sincera com a mãe em Make it easy. Mas é o amor que percorre a maior parte do álbum, como já revelam os títulos Soul mate, Te acho tão bonito, My home is my man, É você que tem e You ain't gonna loose me. Sinal de que o relacionamento com o hermano Marcelo Camelo vem inspirando as letras – e também influenciando nas músicas, como reconhece Mallu.

– Sempre fui muito fã dele, desde o Los Hermanos até o disco solo. A influência musical existe e também a influência pessoal, falo em relação ao namoro. Ela é diluída no disco, mas é bem perceptível.

Mas, com exceção da bossa Versinho de número um, em que a influência de Camelo parece se concentrar, e em Compromisso, que conta inclusive com assovios do cantor, Mallu continua sendo Mallu, com a voz delicada, a sinceridade e a espontaneidade que passa até pelas gravações – fato que o produtor Kassin preservou, ao mesmo tempo em que explorava backing vocals e instrumentação complexa, num CD com cara de “gente grande”. Segundo a cantora, o trabalho com Kassin foi bem diferente de gravar com Mario Caldato, produtor do primeiro disco.

– O Mario pegou um trabalho que já estava meio pronto, eu já havia tocado aquelas músicas várias vezes. O Kassin acompanhou a gente nos ensaios, estava lá desde o começo, e isso foi super legal porque ele podia ir lapidando, dando dicas, sugestões, e melhorando algumas coisas – compara.

Responsável pelas colagens que decoram o disco, e se preparando para gravar o primeiro clipe do álbum, Mallu Magalhães diz que é “uma pitaqueira” em todas as áreas de seu trabalho.

– Acho isso super importante. Me entendo como artista, que fica se expressando onde derem espaço, então fico ligada na direção de arte, na fotografia. Só não deixo de respeitar os profissionais, acho importante escutar.

No ano que vem, Mallu começa o 3º ano colegial, mas, diferente dos outros alunos, o vestibular não está em seus planos.

– A faculdade seria um complemento interessante. Quem sabe mais tarde, não tenho nenhuma pressa e também não me cobro.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Top 10 indie crushes brasileiras de 2009

Inspirada por essa lista terrível do Stereogum de Indie Rock Crushes 2009 (fala sério, Ed Droste é o cara mais bizarro do mundo e ficou em quinto. A St. Vincent é gracinha mas segundo lugar é demais. Só a óbvia Zooey em primeiro, as mocinhas do DP e a descoberta de Noah Lennox e Sufjan Stevens como gatinhos que valeu), eu e Ortega decimos eleger os musos e musas indies brasileiros de 2009 (com curadoria de Alexandre Matias e Mariana Marques).
Eu colocaria as mulheres primeiro para dar audiência, mas o blog é meu e a gente começa com os homens.

Calebs:

10. Bruno Miari (Monno)


9. Rodrigo Lariú (Midsummer Madness)


8. Bruno Kayapy (Macaco Bong)


7. Rodrigo Amarante (Little Joy)


6. Victor Rocha (Black Drawing Chalks)


5. Pepe (Holger)


4. Bruno Natal (URBe)


3. Daniel Carvalho (Katylene)


2. Pata (Holger)


1. Paulo Ferreira (Glass and Glue)


Zooeys:

10. Mallu Magalhães

9. Érika Mader (Summer brasileira)


8. Luisa Micheletti (MTV)


7. Mayana Moura (Glass and Glue)


6. Kátia Lessa (Kakaos)


5. Pati (The Dead Lover's Twisted Heart)


4. Marina Franco (Glass and Glue)


3. Juliana R.


2. Cacá V (Copacabana Club)



1. Tiê



ps.: Fotos gentilmente kibadas de algum lugar na internet. Qualquer problema grite nos comentários. Favor ignorar os braços e penetras nas fotos.
ps. 2: Paraíso das mulheres indies aqui.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Curtas


O URBe fez um post bem legal sobre esse cara Jacob Ruefer, que tem um projeto de "indie covers & originals".

O vídeo mais fofo ever.

Eu ainda não tive coragem de ver esses vídeos do Neutral Milk Hotel, apesar de estar sabendo há um tempinho da existência deles. O Matias fez uma sequência de posts bacanas sobre a banda.

Quem é moderno aí meu?



Não sei como ainda não tinha postado isso aqui, a volta do Também sou hype. A música é beeeem boa.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

sábado, 5 de dezembro de 2009

Phoenix na Blogothèque

O Take Away Shows d' La Blogothèque são sempre lindos de morrer, mas preciso falar desse do Phoenix. A banda é queridinha aqui (e de todo mundo), e eles tiveram a manha de colocar logo o grupo francês para fazer um programa de turista em Paris, na Torre Eiffel.
No primeiro vídeo, quando eles tocam 1901, só o casal de noivos (devidamente trajados, com buquê e tudo) assistindo a banda já vale o vídeo. E as músicas ficaram bem legais (talvez Lisztomania, incrivelmente, tenha ficado fraca, acho que a bateria fez falta).
Ainda no primeiro vídeo você vê pelos comentários no final que - talvez por causa da atitude blasé típica dos parisienses - La Blogothèque tá sempre colocando as bandas mais fantásticas no meio da rua e ninguém parece estar vendo ou ligando; nem mesmo reconhecendo. O que deixa tudo mais legal. E tem também aquela coisa que já virou clichê, de colocar a cidade como personagem ali no vídeo. É um blog genial mesmo, não são só vídeos de músicas, tem uma historinha ali.
Esse post talvez possa soar so last season, já que todo mundo já descobriu que a Blogothèque é foda, mas não custa reforçar.
E não vou colocar os vídeos do Phoenix aqui, para vocês irem lá visitar. Tá imperdível.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Para Lusófonos e Lusófilos

Decadente que nada! Este blog agora tem seu primeiro post feito por correspondentes especiais de São Paulo! A ótima Letícia Souki, que já praticava o karaokêzismo antes de virar moda, escreveu com exclusividade (ui!) para o Indieoteca o que você lê abaixo (enquanto finge que tá entendendo alguma coisa do que a mocinha canta):


De música portuguesa a gente conhece o quê? Roberto Leal, Madredeus, Amália Rodrigues, ‘O Vira’ dos Mamonas... E aquela banda que tocou no SESC Pompéia no último sábado. Peraí, banda portuguesa no SESC Pompéia – casa do Invasão Sueca, da Conexão Brooklyn Pompéia, do Blues Punk, do Prata da Casa. Esse mesmo. A banda se chama Clã e, segundo Fernanda Takai, “é a melhor banda portuguesa da atualidade”.

O Clã é uma banda de rock que, pra começar, não tem guitarra. Tem um Baixo Piccolo (nem sabia que existia isso, confesso) que emite um som sensacional. Tem também uma vocalista adorável, engraçada, faladeira e muito, muito animada chamada Manuela (ora, pois). Tem letras lindas e profundas, escritas por muitos poetas lusófonos contemporâneos que se oferecem para compor especialmente para a banda.

E tem um amor recente pelo Brasil. Apesar de ter sido formada em 1992 (!) e fazer bastante sucesso em Portugal, as parcerias com artistas brasileiros começaram por volta de 2002. Arnaldo Antunes assina muitas composições, assim como Zeca Baleiro, e o Pato Fu foi parceiro não só de música como de produção. Tem até clipe do Clã com a participação de uma Fernanda Takai cheia de glitter. Para a alegria de todos (principalmente da banda, que baba pelos amigos brasileiros!) todo esse pessoal apareceu nos dois shows que foram realizados em SP.




O repertório do show foi bem vasto, já indicando o real motivo da passagem da banda pelo Brasil (não, eles não vieram só para comer pão-de-queijo na casa dos amigos): o lançamento da coletânea Catalogue Raissoneé, produzida e distribuída exclusivamente no Brasil. Já está até vendendo na Fnac por um precinho módico. As melhores músicas do show aparecem também no disco: Dançar na Corda Bamba, Eu Ninguém, Fahrenheit, Carrossel dos Esquisitos, GTI e a ‘heart-breaking’ Problemas de Expressão.

Para nós, jovens brasileiros um busca de música de qualidade, o mais curioso do Clã é poder ouvir ótimas canções cantadas na nossa língua-mãe, de um jeitinho “um bucadeinho” diferente.

A melhor música do show e o cowbell


Tem o disco na íntegra na Rádio UOL: http://www.radio.uol.com.br/album/cl%C3%A3/catalogue-raissone%C3%A9/19043