segunda-feira, 22 de março de 2010
Um pouquinho do SXSW
terça-feira, 2 de março de 2010
Nouvelle Vague e Cat Power no Brasil

O Nouvelle Vague anunciou no MySpace três shows no Brasil: dia 29 de abril, no Clash Club, em São Paulo; dia 30 de abril, no Circo Voador, no Rio; e 1º de maio, em Recife, no Mercado Eufrasio Barbosa. O último disco deles tá bão, hein.
Divulgaram hoje também as datas de mais um (sempre é bom) show da Cat Power no Brasil, agora em São Paulo, no Bourboun Street, dia 25 de maio, só voz e violão. Rolam boatos de um show em Porto Alegre também. Fora o que vai rolar em São José dos Campos na Virada Cultural dia 22 de maio (e nem é coisa de "Paul McCartney em Bauru" não).
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Sobre Floripa, Beyoncé e "folk" brasileiro
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Fui nos shows da Beyoncé em Rio e Floripa. Aquela mulher é foda. Linda, talentosa, canta e dança bem e uma das maiores e melhores hitmakers da última década. Falo de novo que Single ladies e Crazy in love estão no topo da lista de melhores músicas dos anos 00 (podem chiar de novo). Nem todas as músicas são boas, claro, mas o show é ótimo. Engraçado como, depois de ver no Rio, ela me pareceu insegura em Florianópolis. Sem improvisar, com medo de sair do roteiro. E escorregou, rs.
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Uma das grandes descobertas de Floripa, essa cidade cheia de gente fina, elegante e sincera, (e também uma das alegrias de ter alguém que abasteça meu computador e mp3 player com coisas legais) foi Os Gambitos. O projeto de Fábio Bianchini, do Superbug, é ótimo e ainda tem a voz linda da Dani Hasse e uma música com o nome JAMC T-shirt.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
The Whitest Boy Alive no Brasil
Eu não conheço a banda muito bem, apesar de ser bem bacana, mas simpatizo demais com esse nome. Ou melhor, simpatizo não, me identifico mesmo (poderia trocar o boy pelo girl).
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Ah, Lily Allen...
Essa viagem errada da Lily Allen pelo menos tá rendendo umas coisas legais.
Clica aqui pra ver a foto grande e ler os quadrinhos do Arnaldo Branco, que não é sobre filesharing mas uma cobertura legal do show dela aqui.
E, falando em show, dá pra assistir uns pedaços no site do Multishow.
Aqui, Not Fair versão buátchy:
sábado, 19 de setembro de 2009
Sebastien Tellier só pensa naquilo
Sébastien Tellier costuma dizer que cria música para excitar as pessoas. O excêntrico cantor e compositor francês, que, não por coincidência, deu o nome Sexuality ao seu último disco, lançado em 2008, se apresenta sábado no Circo Voador e faz planos ousados para a estadia na cidade.
– Gostaria de tocar numa praia do Rio com todo mundo fazendo sexo durante o show – ironiza Tellier, que interrompeu o ensaio de seu show em São Paulo, na quinta-feira, para conversar com o Jornal do Brasil. – Os shows aqui são muito importantes para mim, quero que esta turnê seja tão boa quanto possível.
Para sua passagem pelo país, que também incluiu um show sexta-feira no festival Coquetel Molotov, no Recife, o cantor, que toca ao lado de uma banda de Los Angeles, previu dias de muito calor.
– Adaptei minhas músicas para a energia das performances ao vivo. Vamos tentar elevar a temperatura dos palcos – promete Tellier.
O francês diz que suas músicas exploram o “conceito latino de sensualidade”. Questionado se acha que irá aprender mais sobre o assunto na passagem pelo Brasil, no entanto, Tellier não demonstra muito interesse.
– As brasileiras são conhecidas por serem muito sensuais, mas como estou apaixonado por uma garota, todas as outras mulheres são como homens para mim – garante.
Ele parece mais interessado na música brasileira. Conta que acabou de descobrir Tim Maia, o que foi “uma revelação:
– Gosto do calor da música brasileira em geral.
Roupas de ginástica femininas
Parte da fama libidinosa veio do single Sexual sportswear, em que revela sua fantasia com as roupas de ginástica femininas. Mas o cantor faz questão de mostrar que seu disco não trata do assunto de maneira vulgar, mas com naturalidade.
– Sexuality foi uma oportunidade de mostrar meu amor pelo prazer. A mensagem é que você tem que ser um cavalheiro, o que é o oposto da vulgaridade.
Sébastien Tellier começou a carreira com o álbum L'incroyable Verité (2001), que ganhou visibilidade após uma turnê abrindo os shows da banda francesa Air. A faixa Fantino entrou na trilha sonora do filme Encontros e desencontros (2003), de Sofia Coppola. Ele também foi responsável pelas músicas de cena de Narco, longa francês lançado em 2004.
Ele já chegou a definir sua música como “r&b intelectual”, numa tentativa de distanciar seu som mais eletrônico do r&b americano de cantores como Beyoncé e Justin Timberlake. Sexuality foi produzido por Guy-Manuel de Homem-Christo, que faz parte da também francesa Daft Punk.
– Ele trabalha de forma muito doce e tranquilizadora. Não precisávamos nem conversar, nós nos entendemos perfeitamente – conta o cantor, que esmiuça seu peculiar processo de composição: – Eu acordo, vou para o meu piano e toco de olhos fechados até escutar uma boa harmonia.
Suecos 'invadem' com o apoio da França
A passagem de Sébastien Tellier por Recife será acompanhada de outros sotaques. A Invasão Sueca, projeto que todos os anos traz novos nomes do país ao Brasil, vai dividir o palco do Coquetel Molotov com o francês – que tem como companheiros de turnê os conterrâneos Zombie Zombie e François Virot, todos trazidos com o apoio do Ano da França no Brasil.
Those Dancing Days, Britta Persson e Loney, Dear são os nomes selecionados para representar a Suécia, país que conhecido como celeiro de bandas pop e indie de qualidade.
– Parece que os suecos têm muita criatividade, e se sentem confiantes com essa característica – diz Emil Svanängen, mais conhecido pelo nome Loney, Dear, sob o qual se apresenta. – É financeiramente possível, você não tem que se preocupar tanto.
Svanängen se refere ao apoio dado pelo governo sueco às bandas, que acontece “num nível mais alto” que nos outros países.
Com apoio do Swedish Institute, a Invasão Sueca já está no quarto ano de atividade. Nesta edição, abrange várias vertentes do pop: o grupo de cinco meninas Those Dancing Days faz música doce e dançante; a cantora Britta Persson é mais calma e romântica; e o multiinstrumentista Loney, Dear explora mais os recursos eletrônicos.
Além de divulgar a música sueca por aqui, os shows também servem para ampliar o repertório brasileiro das bandas convidadas.
– Ainda não ouvi muita coisa. É claro que conheço o CSS, por causa do remix que fizeram da minha música (The city, the airport, do disco Sologne). E também o ministro-cantor – conta, referindo-se ao agora ex-dono da pasta da Cultura Gilberto Gil.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Please stop hyperventilating: a "volta" do Pavement

Estou sem condições de escrever dignamente sobre essa turnê mundial do Pavement em 2010, então segue os links e abre o twitter:
Pitchfork: Pavement confirm 2010 world tour
Lembrando que tudo começou no ótimo Brooklyn Vegan.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Beirut no Brasil
O texto da Mariana Inbar no site da Petit é bem bacana, ela foi no show em Bruxelas, cantou no palco e tudo mais. E disse algo que concordo muito: "O projeto é basicamente Zach, americano de 23 anos que consegue compor músicas que ao meu ver são completamente incondizentes com sua faixa etária e nacionalidade: você pode ouvir o primeiro cd e imaginar uma enorme orquestra tocando tudo aquilo, e um homem bem mais velho cantando aquelas letras tão bonitas, e toma um susto ao saber que foi um molequinho americano que inicialmente gravou tudo sozinho em eu seu quarto, depois de passar férias na Europa com o irmão." Vale a pena clicar, tem vídeos também.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Curtas

Já dá para baixar C_MPL_TE, novo disco do Móveis Coloniais de Acaju, lá na Trama - Álbum Virtual, gratuita e legalmente.
Paul Banks agora é Julian Plenti, no disco solo que vai lançar pela Matador dia 4 de agosto, chamado Julian Plenti is... Skyscraper.
“Previously on Lost” por Rainn Wilson.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Notas sobre o show do Radiohead
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Cheguei mais ou menos na quarta música do Kraftwerk. O show foi o que eu esperava, talvez mais legal (já esperava coisa boa). As músicas são bem bacanas, e mesmo os quatro ficando lá parados ("mexendo no msn", rs), o show tem momentos de animação, acho que o telão fica por conta disso. Gostei mais de "Radioactivity" e "Robots" - e não duvido que aqueles sejam os caras de verdade.
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A dor de estômago, o cansaço e a falta de coragem de chegar mais perto do palco me prejudicaram no show do Radiohead (mas no próximo isso vai mudar). Mesmo assim, foi realmente tudo o que todo mundo falou, mesmo que um pouco menos emocionante para mim. É tudo perfeito, os caras tocam muito bem, e fiquei muito impressionada com o Thom Yorke, é a primeira vez que vejo alguém cantando melhor ao vivo que nos discos. Aquelas imagens, gravadas e editadas na hora, são tão fodas que eu compraria um DVD com aquilo se lançassem. Mesmo com os contratempos, era impossível não se render a músicas como "Karma Police", "No Surprises" e "Paranoid Android". Confesso que em algumas canções mais lentas eu aproveitava para descansar o pescoço (por favor não em batam). Acho que esse resuminho não está ajudando muito, quem quiser algo melhor pode ler o texto do Ortega no Pílula.
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Desculpem pela falta de tempo. Eu nunca tenho tempo, mas agora a situação está crítica, então não devo conseguir atualizar muito. Mas estou preparando uns posts mais "autorais", assim que der publico.
terça-feira, 17 de março de 2009
Setlist do Radiohead no México

Dica do Marcelo, no A Festa Nunca Termina.
02--Airbag
03--There, There
04--All I Need
05--Nude
06--Weird Fishes
07--The Gloaming
08--The National Anthem
09--Faust Arp
10--No Surprises
11--Jigsaw Falling Into Place
12--Lucky
13--Reckoner
14--Optimistic
15--Idioteque
16--Fake Plastic Trees
17--Bodysnatchers
*First Encore*
18--Videotape
19--Paranoid Android
20--House of Cards
21--My Iron Lung
22--Street Spirit (fade out)
23--Pyramid Song
24--Just
25--Everything In Its Right Place
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Carnaval com Trail of Dead
Eles nem quebram tudo no final - é porque é um show na Alemanha para a gravação do DVD "The Century of Self". Falando nisso, e o disco hein?
Só falta o show do Trail of Dead para morrer feliz.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Notas sobre o Little Joy em BH

* Binki Shapiro é a Kate Moss da música ou diva praiana?
* Pela primeira assisto uma banda estrangeira no ápice do meu "gostar". Geralmente elas vêm aqui quando eu já nem escuto mais os discos e vou no show mais pela história. Ao mesmo tempo, o Little Joy é tão novo que ninguém nem sabia direito as letras, mas tentava cantar junto mesmo assim.
* Enquanto isso, no eBay: "Fab Moretti's cigarette, FREE SHIPPING"
* A banda não troca de roupa, exceto a Binki Shapiro. Regata para o baterista, camisa xadrez para o Groucho Marx, e paletós para o resto. Pelo visto só a Binki e o baterista sentem calor.
* O problema de shows virarem eventos (consequência da falta do que fazer em Belo Horizonte) é ter que ouvir "é Los Hermanos em inglês" no final. Gastou esse tanto de dinheiro para quê?
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Curtas

Aqui tem mais.
Mais uma seguidora da tendência Radiohead: Courtney Love disponibilizará Nobody's Daughter pelo preço que você quiser. Mas ela mesma reconhece que não tem muita gente afoita pelo novo disco, que sai em fevereiro.
Sobre a volta do Pavement no Coachella 2009, eu fico com titio Sílvio: só acredito vendo. Há uma grande diferença entre o Spiral Stairs dizer que toparia e o Estevão realmente deixar de lado o Jicks para isso. UPDATE: Acabei de ver que o Pitchfork concorda comigo (é um papo muito legal, mas só isso por enquanto, e nem novo é).
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Feliz Hanukkah

Feliz Hanukkah do Yo La Tengo! A banda seguiu a tradição de tocar nos oito dias de Hanukkah (21 a 28 de dezembro), e doou todo o dinheiro para a caridade (e os fãs podiam sugerir as instituições beneficiadas). Eles também farão um show na véspera de Ano Novo, o que deu mais raiva e inveja ainda.
Quem abriu o segundo dia de shows foi The Magnetic Fields, após um número de comédia. Doug Gillard, do Guided by Voices, tocou algumas músicas com a banda.
Quem fechou o show foi a mãe do Ira Kaplan (guitarrista/vocalista que aparece na primeira foto), cantando "My Little Corner of the World".
O setlist sendo protegido.
Eu quero mixtapes do Steve Shelley! Como faz?
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Curtas
Eu e meu recente caso de amor com o Trabalho Sujo.Parece que o meu Festival dos Sonhos está virando realidade. O Of Montreal vai tocar no Brasil em maio, num festival com Silver Jews e Born Ruffians! Nada confirmado, mas com Wilco, Sonic Youth, Radiohead, Little Joy e agora esse suposto festival, 2009 promete!
Não sou só eu que ainda estou meio tonta e tentando entender a entrevista da Mallu Magalhães para a Época. Minhas suspeitas de que ela usa drogas estão se confirmando. Sair para dançar dentro de você mesma (e fora não, mas é legal), fugir com o circo, ser um adulto-criança-adulto-triste-feliz... Pelo menos uma parte foi esclarecedora: jornalista é aquele que, para entrar em contato com seus ídolos, foge com o circo e entrevista as pessoas no caminho. Ah bom...
Venho reparando que os artistas (jovens, tipo Júnior e Mallu), ficam dizendo que ouvem música na internet mas não baixam, pois quando gostam da banda compram o CD. Papo de gravadora, não?
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Final de semana em BH
SEXTA-FEIRA
Show do Zefirina Bomba n'A Obra. A banda de noisecoregroovecocoenvenenado se apresenta pontualmente às 23h, com ingressos a 12 reais. Quem não conhece pode visitar o MySpace deles.
53 HC Fest. O primeiro dia do festival acontece no Bar Brasil, a partir das 20h. As atrações são: Dead Fish (ES), Confronto (RJ), Cervical (RJ), Crossfire (MG), Enne (MG), Dilúvio (MG) e Do it yourself (MG). Ingressos a 25 reais na portaria.
SÁBADO
"Indie de raiz" no Usina. Porquinho, fernanda e Nina fazem um ménage nas picapes a partir das 20h, com couvert a três reais.
53 HC Fest. No sábado vão para o Lapa Multshow as bandas Inocentes (SP), Canastra (RJ), Sick Sick Sinners (PR), Sapatos Bicolores (DF), The Folsoms (MG), Carolina diz (MG) e Manolos Funk (MG). A discotecagem fica por conta de Rodrigo Barba (Los Hermanos, Canastra).
DOMINGO
52 HC Fest. Último dia do festival, agora no Armazém 841. Noite do mal com Matanza (RJ), Chakal (MG), DFC (DF), Madame Saatan (PA), Lobotomia (SP), Irônika (MG), The Junkie Dogs (MG) e Severa (MG).
sábado, 22 de novembro de 2008
Curtas
Você sabe o que é, mesmo sem o M amarelo. É uma loja do McDonalds inaugurada no Japão que não tem nome, tudo é preto e vermelho, e as únicas opções no cardápio são combo de quarteirão com queijo simples ou duplo. Retirado daqui.Little Joy vai tocar no Brasil, de 23 a 31 de janeiro, no Rio, São Paulo, Salvador e... Belo Horizonte! A informação é do Lúcio
Neste final de semana em BH rola o arte.mov, em Goiânia, o Goiânia Noise, em São Paulo, o SP Noise. Alguém foi e quer comentar?
Pushing Daisies foi cancelada; Will Smith protagonizará a refilmagem de Oldboy. Medo.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Cobertura mal-humorada do Planeta Terra
Correr igual uma idiota não adiantou, cheguei na parte dos shows, em frente ao Main Stage, na hora em que a Sabrina começava a anunciar o The Jesus and Mary Chain. Nunca odiei tanto a banda como nessa hora. Enquanto todos corriam para perto do palco, eu saía de lá, em vão. Mas quando o JAMC começou a tocar "Head On", a segunda música, o mau humor foi embora e fui ser feliz no meio do povo. Uma mensagem de celular (de BH) me adiantou o que confirmei a seguir: o show do Animal Collective não foi bom. Nessa hora, qualquer direção que eu olhasse tinha alguém de Belo Horizonte. Até a metade, o show dos escoceses era só motivo de felicidade, mas concluí que o que estava vendo era uma foto, e dela saía músicas ao vivo. Músicas muito bem executadas, por sinal; impecáveis. Mas no quesito emoção, a banda ficou devendo muito.
Do Foals peguei apenas as duas últimas músicas, bem de longe. Não sabia que o show estava no fim, e acabou enquanto eu ainda estava na fila do caixa (quem disse que não tinham filas?) e tinha esperança de conferir o show de perto. Não que a banda seja imperdível, mas o show parecia ser ótimo, cheio de energia, bem o contrário do que rolava no Main Stage.
Hora do Offspring é hora de ir ao banheiro. Seria até legal ouvir alguns hits antigos, mas sinceramente não estava nem lembrando deles. A estrutura dos banheiros era ótima, não tinha fila, as folhas de eucalipto davam um cheiro agradável - e sobre essas folhas, é bom falar que isso não é nenhuma novidade. Se não me engano tinha no Claro q é Rock, o melhor festival que já existiu no Brasil, que além de super organizado teve um line-up de chorar.
Fui praticamente arrastada para a frente do palco do Indie Stage antes do Spoon, e agradeço por isso. Percebi que só consigo me entregar a um show quando estou lá na frente, perto da banda, podendo ver os integrantes. O show foi ótimo, para mim o melhor do festival. A banda tinha muitos fãs (incluindo Mallu Magalhães), o que deve ter sido um pouco surpreendente, ainda mais porque um dia antes eles tinham sido confundidos com o Kaiser Chiefs na porta do Milo Garage (adoro sujeito indeterminado). Lição para o próximo festival: observar fotos das bandas.
As músicas que conhecia foram ótimas ("I Turn My Camera On" e "Don't make me a target"), e as que não conhecia também, não eram aquelas que você se sente sobrando porque não sabe cantar como o resto das pessoas à sua volta, eram ótimas e empolgantes. No final, o vocalista Britt Daniels ficou arrastando a calça branca de gosto duvidoso no chão, e a banda saiu deixando no palco uma barulheira. Não posso deixar de falar do baterista, que faz coisas simples e muito legais. Acho que se o volume do teclado tivesse um pouco mais baixo, o som melhoraria, mas continua sendo o melhor show e o único do Indie Stage com o som perdoável, de onde eu vi.
Foi difícil sair do Indie Stage com as pessoas empurrando, loucas para ver o Breeders. Descobri as esteiras e a grama, e minhas pernas agradeceram. Quando cheguei no Bloc Party, Kele Okereke estava lembrando da nada agradável experiência anterior com o Brasil (o episódio playback no VMB), e prometendo compensar. Sabia que tinha perdido "Banquet", mas "Like eating glass" foi suficiente para animar e me lembrar dos velhos e bons tempos de Bloc Party. Ouvindo (e vendo) o resto do show, percebi que todas as músicas que não são do primeiro CD são horríveis. Nunca tinha prestado atenção nos dois últimos discos, mas parece que a banda não funciona assim. Se o show seria melhor se eles estivessem no Indie Stage eu não sei, mas que a banda está desandando, está.
Dessa vez correr igual retardada serviu para pegar metade de "Cannonball", a música mais óbvia do Breeders e a que eu mais queria ouvir. Lição nº 2: baixar mixtapes das bandas antes dos shows. Depois da alegria, parecia que não tinha lugar para mim naquele galpão lotado. Tinha me contentado em ficar no canto, vendo de longe, mas o som estava tão horrível e embolado que o mau humor falou mais alto e eu saí de lá sem rumo. Arrependo de não ter sido um pouco mais animada e persistente, pois pelos depoimentos, o Breeders parece ter sido um show ótimo, um dos melhores do festival.
O Kaiser Chiefs foi a trilha sonora para o meu tédio, enquanto esperava amigos para ir embora. Uma trilha sonora ruim, vale dizer. O que é "I predict a riot"? Parece duas músicas coladas em uma só, o refrão não se encaixa com os versos, fiquei achando que eles estavam fazendo um mash-up. É uma pena as músicas serem ruins, porque o show é muito bom. Fiquei com vontade de estar lá na frente, puxando a cueca vermelha (!) de Ricky Wilson com as outras pessoas. Acho que se eu estivesse lá, ia relevar as músicas e aproveitar o show. Para quem gosta, deve ter sido o show da vida.
Fomos para a saída desesperados, porque costumam ter poucos táxis, e a surpresa: não tinha nenhum! Parece que os taxistas nem estavam sabendo do evento. É algo para a produção observar, afinal, as pessoas precisam voltar para casa (ou hotel). Poderiam ter providenciado umas vans (sei que aconteceu algo do tipo, mas não foi muito divulgado), mesmo com um preço um pouco caro.
Talvez porque eu não tenha afeição especial por nenhuma banda, talvez porque eu estava mal-humorada, a questão é que achei o Planeta Terra bem mais ou menos. Morno. Se as bandas não eram mais ou menos, os shows eram. Claro que a organização está de parabéns, o local é ótimo, os ingressos eram baratos e davam acesso a todos os palcos, a divulgação muito interessante (não só pelos blogs e twitter, mas vídeos bacanas também). Eles souberam criam um hype da coisa toda. Mas o line-up não foi consistente. Sabendo que tem muita gente satisfeita (e feliz) com a escalação, considero o saldo positivo.
É bom ressaltar que o festival soube a dosagem certa de bandas do momento, bandas clássicas, bandas indie e bandas mainstream; sem apostar tudo no hype ou na nostalgia. Apostas para o próximo Planeta Terra? Eu sugiro Broken Social Scene. Acho que podemos esperar muita coisa para 2009.
Créditos: todas as fotos por Letícia Souki, exceto a do Kaiser Chiefs, retirada do Terra.
Obs.: O texto foi escrito em primeira pessoa e totalmente subjetivo porque acho que ajuda a entender a minha visão e opinião dos shows. Para outras coberturas mais objetivas, e/ou com shows que não assisti, ou apenas para mais coberturas, veja os outros blogs embaixadores do festival:










